Cursos discutem a Afrodescendência em Realeza e Apucarana

O município de Realeza, no sudoeste do estado, sediou no último domingo, 02/06, o Curso sobre Afrodescendência e Aplicação da Lei 10.639/03. Cerca de 120 pessoas participaram das discussões que servem para auxiliar os professores a trabalhar e refletir melhor com os alunos os conteúdos da História e Cultura Afro-Brasileiras, previstos na legislação.

A palestra foi ministrada pelo Professor Pedro Ferreira de Almeida – Secretário de Formação da APP-Sindicato e membro do Coletivo de Promoção da Igualdade Racial, no Cesreal, Centro de Ensino Superior de Realeza. Os tópicos apresentados durante o encontro foram:

Por que estudar a Cultura Afro-Brasileira e sua Legislação
Introdução da História da África
Noções de Cultura e Religiosidade Afro-Brasileira
História do Negro no Brasil
História do Negro no Paraná
Desigualdades raciais e diversidade Cultural
Políticas Afirmativas
Reflexão sobre Mídia e Educação
Gênero e Educação
Fazer um Projeto para aplicar em Sala de Aula
Público: Professores Municipais, Estaduais e de escolas particulares.

Em Apucarana, no norte do estado, cerca de 70 pessoas participaram da atividade organizada pelo Núcleo Sindical de Apucarana, Núcleo Regional de Educação, Grupo Macone e a Coordenadoria da Consciência Negra da Prefeitura de Apucarana.

O encontro foi realizado na última sexta, 01/06, no Colégio Estadual Alberto Santos Dumont, em Apuracana. Voltado aos trabalhadores em Educação Pública e população em geral, o curso teve como palestrante o Professor Luiz Carlos Paixão da Rocha – Mestre em Educação e Trabalho pela UFPR e Secretário de Imprensa da Sede Estadual da APP Sindicato.

As discussões tiveram como objetivo proporcionar aos participantes a reflexão da lei 10.639/03 que institui a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira nos estabelecimentos de educação básica e superior, a análise dos mecanismos gerais de organização da sociedade atual, produtores de várias formas de desigualdades com a proposta de estimular o desenvolvimento de projetos de ação afirmativa destinados às populações discriminadas e historicamente excluídas das instituições de ensino superior brasileiras.

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. para odiar, as pessoas precisam aprender, e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” – Nelson Mandela

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