Em Curitiba, a Parada reuniu 80 mil pessoas no ano de 2005 e 100 mil no ano passado
Aceitando convite da Associação Paranaense da Diversidade (APPAD) a APP-Sindicato convida todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação sensíveis à causa GLBT, isto é, a promoção de direitos humanos, cidadania e visibilidade de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, a reunir-se às 13h30 do próximo domingo (2) na sede do sindicato – piso térreo – para participar da Concentração da Parada da Diversidade GLBT: ‘Pela Criminalização da Homofobia’, a qual acontecerá às 14 horas na praça 19 de Dezembro (praça do Homem Nu).
Pela primeira vez os organizadores do evento, que já realizavam a parada com parcerias de diversas entidades não governamentais do movimento social de direitos humanos, resolveram envolver outras entidades na Parada da Diversidade deste ano. Reconhecida pela atuação histórica na defesa da promoção de direitos humanos, os idealizadores enviaram também um convite para o APP-Sindicato.
Pautada na construção de uma sociedade justa, igualitária e livre de qualquer preconceito, a APP- Sindicato resolveu juntar-se ao grupo. Assim como mantém no seu quadro os coletivos de gênero, etnia, aposentados, trabalhadores com deficiência, entre outros, apóia essa luta. Dessa forma, além de participar do evento, o sindicato também está divulgando o abaixo-assinado a favor do Projeto de Lei Nº 122/2006, que tramita no Senado Federal e que torna crime a homofobia. O abaixo assinado pode ser acessado na página www.paradadadiversidade.org.br.
Homofobia e preconceito *
Segundo especialistas, o termo homofobia equivale a medo de homossexuais. E este leva ao desprezo e violências de várias formas contra pessoas que gostam ou sentem atração por pessoas do mesmo sexo.
Há iniciativas existentes que propõem um encaminhamento para a desconstrução do preconceito. Inicialmente, através de políticas de ensino voltadas para implementação dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Os parâmetros existem, mas nenhuma obrigatoriedade de que as escolas preparem o corpo docente para a Educação Sexual de forma ‘transversalizada’, ou seja, tratada em todas as disciplinas do currículo escolar.
No máximo, o que se tem conseguido é que uma educadora ou educador especialista conceda palestras meramente informativas, que não fornecem apoio necessário à criança e ao adolescente enquanto ela galga os níveis escolares.
O preconceito é algo inaceitável. Muitos são os crimes provocados contra os homossexuais. Segundo o Conselho Nacional de Combate à Discriminação (2006), os resultados de recente estudo sobre violência realizado no Rio de Janeiro, envolvendo 416 homossexuais (gays, lésbicas, travestis e transexuais) revelaram que 60% dos entrevistados já tinham sido vítimas de algum tipo de agressão motivada pela orientação sexual, confirmando assim que a homofobia se reproduz sob múltiplas formas e em proporções muito significativas. Além disso, devido à sua orientação sexual, 58.5% declararam já haver experimentado discriminação ou humilhação tais como impedimento de ingresso em estabelecimentos comerciais, expulsão de casa, mau tratamento por parte de servidores públicos, colegas, amigos e familiares, chacotas, problemas na escola, no trabalho ou no bairro.
A violência também inclui muitos casos de assassinatos contra homossexuais, principalmente contra travestis e transgêneros. Tal violência tem sido denunciada com bastante veemência pelo Movimento GLBT, por pesquisadores de diferentes universidades brasileiras e pelas organizações da sociedade civil, que têm procurado produzir dados de qualidade sobre essa situação.
Segundo relatório anual 2005, ‘Assassinato de Homossexuais no Brasil, pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia, foram confirmados 752 casos de assassinatos atribuídos a crimes homofóbicos entre 2000 e 2005.
* extraído da internet