A questão do Colégio Barão será debatida no dia 30 de agosto, data esta em que haverá paralisação estadual
O presidente da APP-Sindicato, José Lemos, e uma comissão formada por seis representantes do Colégio Estadual Barão do Rio Branco de Foz do Iguaçu estiveram em reunião ontem (27) com representantes da Secretaria de Estado da Educação (SEED). O objetivo do encontro era buscar respostas contra a punição dos professores Ivanir Glória de Campos, Luiz Carlos de Freitas, Márcio André Braga do Rosário e da diretora Ana Marlene Giacomoni. Desde 22 de agosto a escola está em greve por tempo indeterminado. O intuito da paralisação é o de pressionar pela revogação da portaria da SEED, de 20 de agosto, que determinou o remanejamento dos quatro professores para outros colégios, por um período de dois anos.
No final de 2005 e início de 2006 o conselho escolar denunciou uma série de irregularidades envolvendo a administração do colégio. Depois de muita mobilização, com denúncias na imprensa, abaixo-assinados e etc, foi aberto processo administrativo para investigar a gestão 2004-2005 da então diretora Márcia Regina Egídio. Os professores citados acima também tiveram que responder processo administrativo, tendo acusações de ordem disciplinar como “ter feito manifestação pública chamando a imprensa” e outras coisas do gênero. As denúncias partiram do conselho escolar que é composto por representantes de pais, estudantes, professores e funcionários, mas os quatro professores citados acima é que tiveram de responder processo, embora nem todos fossem do conselho. Em síntese, a SEED usou a lógica de punir aqueles que denunciam irregularidades.
No final de 2006, após comprovar as irregularidades nas contas do colégio, a SEED demitiu a diretora. A partir daí, quem assumiu a direção foi a então diretora auxiliar Ana Marlene Giacomoni. Nos últimos dias a comunidade escolar foi surpreendida com o afastamento do colégio dos quatro professores acima mencionados.
Paralisação das aulas
A grande maioria dos professores e funcionários do colégio Barão do Rio Branco está indignada com esta medida da SEED que pune os professores e, mais do que isso, não concorda com a indicação de um interventor no colégio e quer a revogação da portaria da SEED. Grande parte dos servidores entende a medida como uma retaliação às posições políticas assumidas pelo colégio.
O conselho escolar propôs a realização de assembléias envolvendo a comunidade escolar. Após a consulta, foi decidido por ampla maioria pela paralisação das aulas por tempo indeterminado e pela realização de manifestações públicas. O objetivo é pressionar pela revogação da portaria da SEED, o que garantiria a volta dos professores afastados. Assim como em outros momentos da história do colégio, mais uma vez a comunidade escolar se mobiliza e vai à luta.
Ao longo desta semana ocorreram várias manifestações. E a questão do Colégio Barão será debatida no dia 30 de agosto, em Curitiba, durante a reunião de negociação da APP-Sindicato com o Governo do Estado, data esta em que haverá paralisação estadual.