Sindicalismo latino-americano deve atuar articulado

06/07/2007 – Durante a manhã de hoje, sindicalistas latino-americanos, além de uma platéia formada por integrantes dos movimentos sociais, participaram de um intenso debate cujo tema foi “O sindicalismo no atual contexto político latino-americano: perspectivas de avanços nos direitos trabalhistas”. O evento, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná, também integra a programação da Chamada Geral pela Integração Latino-Americana, que acontece até amanhã (7), no Centro de Convenções de Curitiba.
Logo na abertura do evento, o ex-dirigente da CUT e atual secretário de políticas sociais e econômicas da Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (ORIT) fez uma análise da atual conjuntura política e econômica da América Latina e defendeu a articulação política dos movimentos sociais na busca de soluções dos problemas mais gerais do continente para chegar cada vez mais perto do sonho de uma outra América. Mas para isso, segundo o dirigente, é necessário tomar certos cuidados.
“Para organizar um movimento sindical latino-americano, não podemos tratar todos os países como detentores de uma realidade. Em vez disso, devemos buscar os elementos de síntese entre os mesmos e partir para a construção da integração”, defendeu Neto, que também citou a ‘Plataforma Laboral das Américas’, um documento organizado por entidades sindicais e da sociedade civil e que apresenta, aos governos americanos, uma série de medidas econômicas baseadas no pleno emprego e justiça social.
Os convidados Adolfo Aguirre, secretário de Relações Internacionais da CTA-Argentina, e Graciela Congo, secretária de Políticas Educacionais da CUT Autêntica do Paraguai, falaram da realidade sindical nos seus respectivos países. Segundo ambos, os países latino-americanos vivem um momento de desarticulação dos trabalhadores e de ataques aos direitos trabalhistas. Para Congo, somente articulados, os trabalhadores avançarão na luta por melhores condições de vida para as populações latinas.
“Temos que ter visão de como fazer esta luta com a nossa classe, afinal estamos vivendo uma nova realidade”, definiu a sindicalista, que também denunciou o cerceamento da liberdade sindical em seu país. Também integraram a mesa do evento o presidente da CUT do Paraná, Roni Anderson Barbosa, e a secretária de Organização da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes.

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