APP e Marcha Mundial das Mulheres integram Rede de Atendimento à Mulher e

10/05/2007 – A APP-Sindicato, a Marcha Mundial das Mulheres, outros sindicatos e movimentos passaram a integrar a Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência em março de 2007. Criada para promover vínculos entre as instituições e organizações, a Rede se propõe a encontros mensais para garantir a ampliação e a divulgação do trabalho e assim fazer o enfrentamento da violência cometida contra mulheres.
A desigualdade entre homens e mulheres ainda é muito forte em nossa sociedade, e a mais dura expressão disso é a violência que a mulher sofre simplesmente por ser mulher, e que é cometida por um homem. A isso chamamos de violência sexista.
A violência sexista tem seus alicerces na subordinação das mulheres. Elas são tratadas como se fossem objetos e dominadas pelos homens, que mantêm sobre elas uma relação de poder. As manifestações de violência vão desde as pressões psicológicas até os maus tratos físicos e a morte. Para isso o agressor faz uso da força e também de ameaças.
As situações de violência são uma demonstração do poder dos homens sobre as mulheres, e geralmente, são justificadas por argumentos relacionados ao que deveria ser o jeito “certo” de as mulheres se comportarem.
Por exemplo, quando um homem agride fisicamente uma mulher, é comum dizer que ela não fez bem seu trabalho, não se comportou bem e coisas desse tipo. Também quando uma mulher é assediada na rua, obrigada a ouvir gracejos ou piadas, é como se ela estivesse disponível simplesmente porque está em um lugar público.
O tema da violência sexista é muito difícil de se abordar porque, na maioria das vezes, acontece entre pessoas muito próximas. Os agressores das mulheres costumam ser seus maridos, namorados, pais, parentes, colegas de trabalho.
Por isso, não é um exagero dizer que essa situação coloca as mulheres em um ambiente de insegurança: é comum que sintam medo e necessidade de estar sempre atentas. Até porque é comum que sejam cobradas para saber evitar a violência. Ao mesmo tempo, a dificuldade de denunciar, de reagir, acaba sendo maior.
Todas as mulheres são afetadas pela violência sexista, mas algumas estão mais expostas a ela por enfrentarem condições mais difíceis: ou por estarem em situação que as tornam mais frágeis, como, por exemplo, o isolamento, a dependência financeira, ou por serem discriminadas devido à raça, religião, orientação sexual.
Outras situações que colocam as mulheres em situação de maiores manifestações de violência são as migrantes, refugiadas de guerra, mas também outras etnias discriminadas, como em nosso país, as indígenas. Um outro grupo de mulheres que sofre manifestações de muita violência são as prostitutas. Também é importante citar as mulheres mais jovens e meninas.
A APP-Sindicato participa da Rede pois tem o propósito de colocar em debate a implementação da Educação Inclusiva e Não-Sexista nas Escolas Públicas Estaduais. E esta proposta queremos debater com a Secretaria de Estado da Educação.
Nosso trabalho de educar as crianças nos coloca a possibilidade de pensar outras masculinidades e feminilidades, sem a submissão das um/a perante o outro/a, desenvolvendo assim ações educativas na perspectiva de justiça nas relações de gênero, implicando em profundas transformações culturais e sociais.
As reuniões da Rede acontecem toda segunda sexta-feira de cada mês no Centro de Referência e Atendimento à Mulher Vítima de Violência, à Rua Desembargador Hugo Simas, 2603, bairro Pilarzinho em Curitiba, com início às 14h. A próxima reunião da Rede será no dia 15 de junho.
Mais informações podem ser obtidas na sede estadual da APP-Sindicato, com a Secretaria de Políticas Sociais – Telefone (41) 3026-9822 / e-mail [email protected].

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