18/04/2007 – A manhã de ontem foi movimentada na Universidade Federal do Paraná (UFPR), durante as mobilizações realizadas no dia nacional de luta do servidor público. Cerca de 400 funcionários administrativos, técnicos e alguns professores participaram de protesto no pátio do prédio da Reitoria. Dentre outras reivindicações, os profissionais são contra a ameaça do corte do direito do servidor à greve e o artigo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que limita em 1,5% o aumento da folha de pagamento do governo.
Segundo José Carlos Assunção Belotto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino do Terceiro Grau Público de Curitiba Região Metropolitana e Litoral do Paraná (Sinditest/PR), organizador da ação, o limite no aumento da folha teria resultados drásticos para os funcionários. ‘Essa limitação representaria um congelamento no salário dos próximos 10 anos, devido ao aumento vegetativo da folha’, disse.
Belotto afirma que o manifesto de ontem serviu como um recado. ‘A mobilização foi um alerta, para marcar essa data. Serviu também para que acabássemos com alguns boatos, como o de que a jornada dos funcionários do Hospital de Clínicas iria aumentar. Mas o reitor Carlos Moreira Júnior nos prometeu que ela será mantida em seis horas diárias’, comenta.
A professora aposentada da UFPR e consultora da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), Milena Martinez, acredita que apesar de não haver nenhum sinal de greve no momento, a paralisação não está descartada. ‘Com esse limite de 1,5% proposto no PAC, não poderemos crescer mais. Ao mesmo tempo em que o governo reduz nossos salários, tenta nos proibir de protestar. Quando os professores derem conta disso, algo será feito’, afirma.
Fonte: Site Nota 10