11/04/2007 – A APP-Sindicato promove nesta sexta-feira, dia 20 de abril, um Seminário sobre Violência Escolar, em Londrina. O encontro será realizado no Hotel Sumatra, a partir das 8h00 com a participação de representantes da Patrulha Escolar, Vara da Infância e Juventude, Núcleo Regional de Educação, Secretaria da Ação Social do Município de Londrina, Conselho da Criança e do Adolescente, APMF, Grêmios Escolares, Diretores, Pedagogos, Professores e Funcionários da rede pública de ensino.
O seminário tem o objetivo de discutir propostas para amenizar as ações violentas registradas na cidade. A APP- Sindicato já discutiu o problema em uma reunião feita no dia 27 de março com representantes das 76 escolas da rede estadual de ensino da região.
As definições retiradas do encontro serão apresentadas no Seminário sobre a Violência e no fim dos trabalhos, será elaborado um documento com propostas para melhorar a segurança de educadores e estudantes. De acordo com o presidente do Núcleo Sindical de Londrina, professor Nelson Antônio da Silva, o documento deve ser entregue aos competentes necessários. ” Vamos enviar ao Ministério Público, ao Governo do Estado, à Prefeitura e à Polícia Militar”, explica ele.
O professor Nelson completa: “estamos buscando o envolvimento de toda sociedade para superar o problema. Hoje, existe uma discussão sobre a disciplina e a indisciplina na escola. Os professores, professores, pedagogos e funcionários estão preparados para enfrentar os impasses ligados à educação, mas não são treinados para lidar com a marginalidade”.
Para relembrar o caso
Desde o começo do ano o Colégio Estadual Ana Garcia Molina, na Vila Ricardo, na zona leste de Londrina, no norte do Paraná, enfrenta problemas com a violência. Adolescentes que moram perto da escola chegaram a jogar bombas de fabricação caseira no pátio do colégio, causando pânico entre alunos e professores.
No dia 10 de março, representantes da direção do colégio, da APM- Associação de Pais e Mestres, da Polícia Militar e da comunidade, se reuniram na tentativa de encontrar soluções para amenizar a insegurança. Na reunião ficou decidido que a Patrulha Escolar passaria a fazer rondas com mais freqüências pelas proximidades da escola. Mesmo assim, os problemas continuaram.
No dia 20 de março uma professora quase teve o braço quebrado por um aluno de 19 anos. O fato aconteceu com o aluno da oitava série, que agrediu a professora Sílvia Jardine durante um desentendimento dentro da escola. A professora teve que ser socorrida em uma unidade de saúde da região.
Depois da briga, houve um tumulto generalizado na escola e as aulas tiveram que ser suspensas. A direção da escola tomou todas as medidas cabíveis. As aulas foram suspensas no dia 22 de março e os alunos participaram de um trabalho sobre a violência.
Gangues rivais que disputam pontos de vendas de drogas são apontadas como responsáveis pelos atos violentos na região. Um problema que passou a fazer parte da rotina de muitas escolas em todo o Paraná. “O maior problema hoje é lidar com o tráfico de drogas, porque os traficantes usam alunos que estudam na escola para vender drogas”, explica o presidente da APP-Sindicato, José Lemos.
Segundo ele, a APP-Sindicato repudia qualquer violência nas escolas e orienta os educadores a procurar a polícia para denunciar casos de agressão. “Muitas vezes, traficantes utilizam alunos da escola para vender drogas e vêem neles os principais compradores, o que leva a rivalidade e disputas internas”, reforça ele.
Os professores acabam lidando com problemas que envolvem cobrança de dívidas e rivalidade das gangues. E mesmo com a atuação da polícia é difícil controlar a situação.
Depois da denúncia de agressão, vários setores se mobilizaram na busca por soluções. Em uma reunião com a promotora da Vara da Infância e da Juventude, Edna de Paula, professores e representantes da Associação de Pais e Mestres, entregaram uma lista com nomes de alunos que estariam causando problemas para a comunidade na região.
Os responsáveis pelos estudantes foram convocados pela promotora para conversar sobre o assunto e impedir que os atos de violência continuem.
A diretora se chama Araceli Palma Motta, pediu o reforço da Patrulha Escolar e espera ter tranqüilidade para dar andamento aos trabalhos no colégio, que atende 300 alunos no período noturno. A escola tem apenas uma pedagoga para atender à todos os estudante