02/04/2007 – Os professores da rede estadual de ensino de Alagoas conseguiram o que queriam. Com as atividades paralisadas durante 70 dias, a categoria manteve plantão em frente ao Palácio Floriano Peixoto, no centro de Maceió e garantiu em uma reunião a isonomia salarial com funcionários públicos de nível superior.
O governador de Alagoas, Luis Abílio, assinou o Projeto de Lei que prevê a isonomia salarial para os professores de nível superior e agora os salários dos professores em início de carreira (R$ 550), e dos veteranos, com mais de 25 anos de serviço (R$ 1.325), vão subir para R$ 2.030, como foi assegurado aos demais profissionais de nível superior do Estado, beneficiados pela Lei 6.701, de março de 2006.
Os representantes dos Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Alagoas, Sinteal, comemoraram a conquista. Depois de muita mobilização, a presidente Girlene Lázaro, diz que agora a pressão será na Assembléia Legislativa de Alagoas.
A presidente do Sinteal, Girlene Lázaro, destaca que a resistência da categoria, na luta pelos 80% da isonomia salarial. Para a sindicalista, esses mais de dois meses de paralisação serviram para ‘mostrar ao governo do Estado que a luta dos trabalhadores é mais forte’.
‘Não conseguimos tudo do jeito que queríamos, mas garantimos o pagamento dos 80% da isonomia salarial, mesmo de forma parcelada’, acrescentou Girlene. De acordo com a proposta aceita pela categoria, o governo deverá pagar 40% da isonomia nos meses de março e abril, retroativos a fevereiro, em folhas suplementares.
Os outros 40% serão pagos de forma parcelada: 10% em outubro deste ano e os 30% restantes a partir do ano que vem: 10% fevereiro, 10% em março e 10% em abril. Com isso, fica garantido os 100% da isonomia salarial, já que o governo anterior vinha pagando 20% da isonomia desde outubro de 2006 e tinha programado pagar o restante na folha de dezembro.
No entanto, o reajuste foi suspenso assim que o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) tomou posse. Alegando problemas de caixa, ele cancelou todos os reajustes salariais concedidos em 2006. Com isso, várias categorias de servidores entraram em greve. Uma semana depois, o governo decidiu devolver os reajustes, mas deixou os professores com apenas os 20% da isonomia.
Revoltados, os servidores da Educação continuaram em greve, reivindicando o pagamento dos 80% restantes. Invadiram e ocuparam a sede da secretaria de Educação, realizaram várias manifestações de protesto e finalmente conseguiram arrancar do governo uma proposta muito próxima da isonomia salarial que conquistaram em abril de 2006.
Além de garantir pagar os 80% da isonomia, o governo do Estado ainda se comprometeu em suspender as multas e o corte de ponto, aplicados pela Justiça desde que a greve foi considerada ilegal. Para celebrar o acordo, foi assinado um Termo de Ajuste de Conduta entre o governo do Estado e o sindicato da categoria que garantiu o cumprimento de todas as determinações e posturas assumidas na reunião.
Professores estaduais de Alagoas conquistam isonomia salarial com servidores públicos de nível superior