APP-Sindicato condena agressão à professora em Londrina

22/03/2007 – Desde o começo do ano o Colégio Estadual Ana Garcia Molina, na Vila Ricardo, na zona leste de Londrina, no norte do Paraná, enfrenta problemas com a violência. Adolescentes que moram perto da escola chegaram a jogar bombas de fabricação caseira no pátio do colégio, causando pânico entre alunos e professores.
No dia 10 de março, representantes da direção do colégio, da APM- Associação de Pais e Mestres, da Polícia Militar e da comunidade, se reuniram na tentativa de encontrar soluções para amenizar a insegurança. Na reunião ficou decidido que a Patrulha Escolar passaria a fazer rondas com mais freqüências pelas proximidades da escola. Mesmo assim, os problemas continuaram.
Desta vez, uma professora quase teve o braço quebrado por um aluno de 19 anos. O fato aconteceu na terça-feira, 20/03. O aluno da oitava série agrediu a professora Sílvia Jardine durante um desentendimento dentro da escola. A professora teve que ser socorrida em uma unidade de saúde da região.
Depois da briga, houve um tumulto generalizado na escola e as aulas tiveram que ser suspensas. A direção da escola tomou todas as medidas cabíveis. Hoje cedo, 22/03, os alunos não tiveram aulas e participaram de um trabalho sobre a violência.
Gangues rivais que disputam pontos de vendas de drogas são apontadas como responsáveis pelos atos violentos na região. Um problema que passou a fazer parte da rotina de muitas escolas em todo o Paraná. “O maior problema hoje é lidar com o tráfico de drogas, porque os traficantes usam alunos que estudam na escola para vender drogas”, explica o presidente da APP-Sindicato, José Lemos.
Segundo ele, a APP-Sindicato repudia qualquer violência nas escolas e orienta os educadores a procurar a polícia para denunciar casos de agressão. “Muitas vezes, traficantes utilizam alunos da escola para vender drogas e vêem neles os principais compradores, o que leva a rivalidade e disputas internas”, reforça ele.
Os professores acabam lidando com problemas que envolvem cobrança de dívidas e rivalidade das gangues. E mesmo com a atuação da polícia é difícil controlar a situação.
Depois da denúncia de agressão, vários setores se mobilizaram na busca por soluções. Em uma reunião com a promotora da Vara da Infância e da Juventude, Edna de Paula, professores e representantes da Associação de Pais e Mestres, entregaram uma lista com nomes de alunos que estariam causando problemas para a comunidade na região.

Os responsáveis pelos estudantes serão convocados pela promotora para conversar sobre o assunto e impedir que os atos de violência continuem.

A diretora se chama Araceli Palma Motta, pediu o reforço da Patrulha Escolar e espera ter tranqüilidade para dar andamento aos trabalhos no colégio, que atende 300 alunos no período noturno. A escola tem apenas uma pedagoga para atender à todos os estudantes.

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