Audiência pública discute a violência contra a mulher

07/03/2007 – A violência contra mulher, infelizmente, é um problema global. Segundo
dados da Universidade Johns Hopkins, em todo o mundo, pelo menos uma, em casa três
mulheres, já foi espancada, coagida ao sexo ou sofreu alguma forma de abuso durante a
vida. Em muitos casos, o agressor é um membro de sua própria família. No Brasil, segundo
dados da Fundação Perseu Abramo, uma em cada cinco brasileiras já sofreu algum tipo de
violência física, sexual ou outro abuso praticado por um homem.
E somente quando as mulheres conquistarem uma posição de igualdade com os homens na
sociedade, a violência contra elas deixará de ser uma norma invisível e passará a ser
vista como uma aberração inaceitável. É por isso que os vários movimentos ligados à
causa feminista no Paraná estarão presentes amanhã, dia 8 – quando é celebrado o ‘Dia
Internacional da Mulher’ -, na Assembléia Legislativa, para falar sobre o assunto em uma
audiência pública.
A iniciativa de levar a discussão àquela casa foi da Marcha Mundial das Mulheres, que
contou com o apoio do deputado estadual Tadeu Veneri (PT). A intenção é clara: ‘Vamos
levar para os representantes do Governo do Estado, as denúncias que temos com relação a
vários tipos de violência que as mulheres sofrem aqui.’, explicou Rosani Moreira, que
integra o Coletivo de Gênero da APP-Sindicato. Segundo ela, neste ano, no Paraná, a luta
contra violência de gênero se baseia na busca pela criação de políticas públicas que
combatam a invisibilidade da violência e a impunidade.
Durante a audiência, serão apresentados relatos de violência contra mulher aos
representantes, convidados, da Secretaria de Segurança Pública, da Secretaria de
Justiça, da Vara Especial das Mulheres e do Ministério Público Estadual. ‘O movimento
vai lá para ser ouvido e exigir do Estado que esta assuma sua responsabilidade’, destaca
Rosani.
Além disso, os movimentos pretendem sair da audiência com um documento – ‘A Carta das
Mulheres Paranaenses’ -, onde vão indicar várias ações que podem ser postas em prática
pelo Estado. A audiência é aberta ao público e será realizada no plenarinho da
Assembléia Legislativa, a partir das 9h00. Mais tarde, às 13h00, o grupo promove um
almoço coletivo com as mulheres, no Passeio Público, com música ao vivo.
A partir das 16h, acontece a Marcha das Mulheres com sete atos: 1º Ato INSS –
Aposentadoria das Donas de Casa; 2º Ato – Associação Comercial – Contra a
Mercantilização do Corpo da Mulher; 3º Ato – Ministério da Fazenda / Procuradoria da
República – Contra a Política Neoliberal; 4º Ato – Itaú – Contra a discriminação do
trabalho da mulher no mercado de trabalho; 5º Ato – Diva e C&A – Contra o Padrão e
Modelo de Beleza; 6º Mac Donalds – Contra alimento transgênico e a comida de plástico;
7º Facinter – Contra a liminar do silêncio e o direito à educação.

A concentração para a Marcha das Mulheres será a partir das 15h30 na Praça Santos Andrade, em frente a Universidade Federal do Paraná. A saída está programadas para as 16h00 com término no Praça Osório, na Boca Maldita.

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