Atividades marcam o Dia da Mulher

06/03/2007 – Neste ano estão programadas várias oficinas, palestras, debates e uma audiência pública no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná.
A Secretaria sobre a Mulher Trabalhadora da CUT-PR, em parceria com outras entidades feministas como a Marcha das Mulheres e o Fórum Popular de Mulheres, preparou uma série de atividades para marcar o Dia 08 de Março.
Em uma coletiva à imprensa realizada na sede do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, representantes das lutas femininas apresentaram a programação que inclui oficinas, palestras, passeata e audiência pública.
Neste dia 03/03, foi programada uma Oficina contra a violência, em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. Para Melaine Macedo da Silva, uma das coordenadoras da Marcha das Mulheres, “é preciso chamar atenção para todos os tipos de violência contra a mulher. Seja no trabalho ou em casa. Sem a ampliação da rede de proteção, fica difícil denunciar um parente, por exemplo. Na maioiria das vezes a violência acontece dentro de casa”, conta ela.
Há apenas uma Casa Abrigo que atende as mulheres vítimas de agressão em Curitiba. Um projeto apresentado na Câmara Municipal de Vereadores prevê a ampliação das 15 vagas atuais para 40. “É importante que o assunto seja discutido e que a lei seja analisada o mais rápido possível”, completa Melaine.
No dia 04/03, às 14h00, na Casla, programou a Oficina Fuzarca, com a confecção de chapéus e acessórios que serão usados para chamar atenção no dia da Marcha das Mulheres, que vai reunir representantes de todos os segmentos da sociedade.
No dia 05/03, das 10h00 às 12h00, foi realizada a Oficina: Consciência pelo Movimento – dança, linguagem corporal, no Teatro da Caixa, na rua Conselheiro Laurindo, 280. As inscrições são gratuitas e mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3262 5918/ 9602 7651 / 9601 6446.
As agressões contra a mulher voltaram a ser discutidas no dia 06/03, no SISMMAC, durante a Oficina contra a violência, promovida pela Marcha Mundial de Mulheres.
A programação de quarta-feira, 07/03, terá uma convidada muito especial. Maria da Penha, que empresta o nome à Lei Federal 11.340/06. Sancionada pelo Governo Federal, a lei vem para coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres e é um avanço histórico. De acordo com Elza Campos, da União Brasileira de Mulheres, “as mulheres são discriminadas em todos os segmentos da sociedade. No trabalho, ganham menos. Nos cargos de poder na política, as mulheres ainda são minoria”, lembra ela.”Por isso é fundamental que a mulher se envolva nos assuntos de interesse mundial”, completa.
O debate com a Maria da Penha será realizado na Câmara Municipal de Curitiba e está marcado para as 9h30. Também nesta quarta-feira, as 19h30, será realizada uma mesa redonda com o tema “A participação da mulher na transformação da sociedade”, com as palestrantes Maria da Glória Gohn e Ana Maria Freire.

Na quinta-feira, Dia da Mulher, as atividades começam com uma Audiência Públicas, as 9h00, no Plenarinho da Assembléia Legislativa. Segundo Eliane dos Santos, da coordenação do Movimento na CUT, “esta será uma oportunidade única para discutir questões delicadas que exigem uma nova linha de pensamento”.
Neste ano a Marcha das Mulheres, marcada para as 16h00, vai sair da Praça Santos Andrade, em frente a Universidade Federal do Paraná. E tem novidades. Serão realizados sete atos ao longo da passeata, até a Boca Maldita, na Praça Osório.
A primeira parada será no INSS, para lembrar da Aposentadoria das Donas de Casa. O segundo ato vai ser na Associação Comercial do Paraná, Contra a Mercantilização do Corpo da Mulher. No terceiro ato, no Ministério da Procuradoria da Pública, haverá uma manifestação pública de repúdio à visita do presidente dos EUA, George Bush. “Muitas mulheres são vítimas da guerra e é impossível ficar de braços cruzados diante de tanta injustiça. É preciso dizer não ao regime imperialista de Bush”, reforça Elza Campos.
O quarto ato será em frente ao Banco Itaú, Contra a Discriminação da Mulher no Mercado de Trabalho. Todas as mulheres devem ter direito e condições de igualdade na carreira profissional. A coordenadora da Associação Paranaense de Lésbicas, Xênia Mello, lembra que a opção sexual da mulher, na maioria das vezes, é empecilho para conviver em sociedade. ” Não há mais espaço para a discriminação as mulheres, baseada na opção sexual que ela escolheu. Isso é uma violência que deve se combatida”, denuncia a coordenadora, que também é integrante do Grupo de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais.
A quinta parada vai lembrar a crueldade dos atuais padrões de beleza explorados pela mídia. Mulheres magras, loiras e bonitas enfeitam comerciais que incentivam o consumo associado à um tipo de beleza longe de ser o ideal. Será em frente a Diva e C&A.
No sétimo ato, no McDonald. haverá a partilha de alimentos num gesto simbólico de repulsa contra os alimentos transgênicos. Toda comida compartilhada será trazida por mulheres de cidades do interior, que produzem o próprio alimento.
Para fechar a passeata, está programada uma parada em frente a Facinter, Contra os limites impostos ao Direito da Educação. Educadores da APP-Sindicato vão participar do ato, que é um protesto contra a falta de valorização do professor. De acordo com a secretária de Políticas Sociais, Silvana Prestes, “um salário digno e melhores condições de trabalho influenciam diretamente na qualidade do ensino”, resume ela.
Dentro da programação, há ainda o Programa de Rádio ao Vivo, na Boca Maldita, com entrevistas e debates e o encerramento com apresentação de Teatro.

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