Greve dos Educadores Municipais de Curitiba

O impasse entre a Prefeitura de Curitiba e os servidores da educaão, lotados nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cemei’s), Contraturno e Fundação de Ação Social (FAS), permanece. Em assembléia realizada ao ar livre em frente à Universidade Federal do Paraná, a categoria decidiu continuar com a paralisaão, que começou na segunda feira dia 12/02.
A principal reivindicação do movimento grevista é a equiparação do salário dos educadores com o magistério municipal. De acordo com informações do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), atualmente um professor da capital paranaense recebe R$ 1.194,48 e trabalha 40 horas por semana. Já um educador trabalha as mesmas 40 horas, recebe a metade (R$ 596,24) e tem exatamente a mesma formação do magistério (2º grau + curso técnico).
A Prefeitura ainda não deu uma resposta concreta aos pleitos da categoria. Em reunião com os representantes dos trabalhadores na última terça, o secretário de recursos humanos do município, Arnaldo Bertoni, se limitou a propor uma conversa em março, data-base da categoria, mas sem se comprometer em atender as reivindicações.
Nesta quinta-feira a categoria se reuniu mais uma vez na Praça Carlos Gomes e optou por dar continuidade à greve. Segundo a presidente do Sismuc, Irene Rodrigues, a paralisação atinge pelo menos 26 dos 156 CEMEIs, números bem diferentes dos apresentados pela prefeitura, que afirma que a adesão é pequena.
Briga na Justiça – A Prefeitura entrou na Justiça contra os trabalhadores com um pedido de liminar considerando a greve irregular. A juíza Josély Dittrich Ribas, da 3ª Vara da Fazenda Pública, negou o pedido da administração municipal, mas exige que a categoria mantenha pelo menos 10% do atendimento nos locais de trabalho.

POR