Notícias do Dia – 06/02/2007

APP SINDICATO
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06 DE FEVEREIRO DE 2007 – TERÇA-FEIRA

Gazeta do Povo http://canais.ondarpc.com.br/gazetadopovo

Tribunal de Justiça adia decisão sobre o ensino de 9 anos
Indefinição persiste a uma semana das aulas
Faltando uma semana para o início das aulas nas redes particular e pública estadual de educação, sobra confusão e indefinição com relação às matrículas de crianças para o primeiro ano do ensino fundamental de nove anos. Se de um lado há 26 escolas particulares impedidas por uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ) de realizar matrículas de crianças que completam seis anos após 1.º de março de 2007 na série inicial, de outro há instituições e pais que ainda possuem liminares favoráveis a realização de tais matrículas.
Ontem, a decisão sobre o recurso impetrado pelas 26 escolas particulares foi adiada para o dia 5 de março. Essa é a segunda vez que o Órgão Especial do TJ, composto por 25 desembargadores, deixa a decisão para depois. Agora o desembargador Jesus Sarrão pediu vistas do processo. Na opinião do advogado que defende as 26 escolas, Luís César Esmanhotto, essa decisão deve se prolongar por mais tempo.
O motivo da polêmica está na idade de corte adotada pela deliberação 03/2006, do Conselho Estadual de Educação (CEE). Ela autoriza apenas a matrícula de crianças com seis anos completos até 1.º de março do ano letivo em curso no primeiro ano do ensino fundamental. Segundo o assessor jurídico do CEE, Evaristo Dias, o órgão já recorreu ou ainda estará entrando com recursos pedindo a suspensão de todas as liminares que autorizam esse tipo de matrícula. “Agora o problema é da Justiça e da sociedade.”
O advogado das escolas orienta os pais que desejam matricular seus filhos com seis anos completos até o dia 31 de dezembro de 2007 a ingressar com ações individuais na Justiça. ” Inclusive (os pais) as crianças da rede pública devem entrar com esse tipo de ação”, diz.
Posse
Foi neste clima de tensão que tomou posse, ontem pela manhã, o novo presidente do CEE, Romeu Gomes de Miranda. “Quero restabelecer o diálogo com a sociedade. O Conselho deve ser um canal de ligação, de debates, e não um órgão de governo”, diz. Miranda admite que a idade de corte pode ser revista, mas desde que novos argumentos sejam apresentados.
O novo presidente do CEE é formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, já foi duas vezes membro do CEE e presidente da APP-Sindicato (entidade que representa os trabalhadores em educação). O CEE é formado por 19 membros e sua maioria possui mandato de seis anos. De dois em dois anos é feita a recondução de um terço dos conselheiros. O presidente é nomeado pelo governador do estado. Miranda assume o lugar de Shirley Piccioni.

Gazeta do Povo http://canais.ondarpc.com.br/gazetadopovo

Marcelo Almeida fecha reforma do secretariado
Suplente de deputado será titular da pasta de Obras Públicas
A indicação do suplente de deputado federal Marcelo Almeida (PMDB) para a Secretaria de Obras Públicas encerra a reforma administrativa que o governador Roberto Requião (PMDB) realizou para iniciar mais um mandato. Em vez de escolhas técnicas, o governador adotou um critério político para formar a equipe, abrindo espaço para aliados e não reeleitos.
Marcelo Almeida toma posse na próxima segunda-feira junto com outros futuros secretários, como o tucano Nélson Garcia (Trabalho) e os petistas Ênio Verri (Planejamento) e Válter Bianchini (Agricultura). Ex-diretor geral do Detran, Marcelo Almeida disse que deve “bater o martelo” hoje com o governador para aceitar o convite. Apesar de admitir sua preferência em ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, o novo secretário avalia que retornar ao governo será uma oportunidade para continuar na política. Candidato a deputado federal, Almeida perdeu a última vaga do PMDB por 500 votos.
Antes de optar pela secretaria de Obras, Marcelo Almeida esperou esgotar todas as possibilidades. “O Requião fez várias tentativas para me fazer deputado federal, mas o (Osmar) Serraglio não foi para TCU, o Max (Rosemmann) não aceitou o convite para ser secretário dos Transportes e ficou difícil assumir”, disse.
Outra saída seria o deputado federal Reinhold Stephanes ser convidado para um ministério e abrir espaço para Almeida. Mas segundo lideranças petistas do Paraná, as chances de isso ocorrer são cada vez menores porque existem outras indicações do partido para o cargo. Stephanes chegou a ser cogitado também para a secretaria da Saúde, mas as conversas não avançaram e o deputado deve mesmo ficar fora do governo Requião. No mandato anterior, ele foi secretário de Planejamento.
Marcelo Almeida entra no lugar de Luiz Caron, que deixou o cargo após ser repreendido publicamente pelo governador, no dia primeiro de janeiro, durante a cerimônia de posse. Irritado, Requião chamou a atenção de Caron ao visitar seu gabinete no novo prédio do Centro Cívico e ordenou a retirada de todas as divisórias. Humilhado, Caron pediu exoneração, mas no outro dia fez as pazes com o governador e decidiu permanecer no governo, agora com o cargo de assessor especial.
Representantes de outros partidos também confirmaram presença no governo. O tucano Nélson Garcia toma posse na segunda-feira na Secretaria do Trabalho e Ação Social. Um dos pedidos feitos ao governador antes de assumir o cargo é para que a pasta não seja desmembrada.
O governo estava prestes a criar a Secretaria da Criança, o que esvaziaria parte das atividades da pasta, mas Garcia conseguiu manter a atual estrutura. “Depois de assumir vou analisar se a parte que cuida da ação social sai ou continua”, explicou.
O deputado foi um dos sete da bancada tucana na Assembléia Legislativa que trabalhou na campanha de reeleição do governador.
A Secretaria do Trabalho foi a mais difícil de ser preenchida. Antes de Nélson Garcia, o governo convidou outros nomes. O presidente estadual do PT, deputado federal André Vargas, chegou a anunciar que tomaria posse, mas todos acabaram recusando.
As duas indicações do PT são Valter Biachini, para a secretaria da Agricultura, e o deputado estadual Ênio Verri, no Planejamento. “Quando apoiamos o governador não pedimos nada em troca, foi ele que nos chamou e nos deu total liberdade”, disse Verri.
Outra mudança no primeiro escalão foi a entrada do ex-deputado estadual Rafael Greca (PMDB) no governo como presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Vanderlei Iensen foi para a chefia de gabinete. O ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia Aldair Rizzi foi nomeado diretor-presidente do Tecpar. Victor Hugo Burko (PL) é o novo presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e os deputados estaduais petistas não reeleitos Natálio Stica e Hermes Fonseca assumiram diretorias na Sanepar. O suplente de deputado do PMDB, Ademir Bier, foi para a diretoria da Ferroeste.

O Estado do Paraná http://www.parana-online.com.br

Alunos da rede municipal voltam às aulas em Curitiba
As férias acabam esta semana para cerca de 15 mil alunos matriculados na rede municipal de ensino de Curitiba. Ontem, voltaram às salas de aula 7,5 mil estudantes de 13 escolas e as crianças matriculadas nos 156 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Hoje, retomam suas atividades normais outras 74 escolas. As demais instituições iniciam o ano letivo até a próxima segunda-feira (12), quando também começam as aulas das escolas estaduais e da maioria das particulares.
“As datas de retorno às aulas são diferentes porque as escolas têm calendários próprios, definidos em parceria com a comunidade. Porém, todas as instituições terão duzentos dias letivos, em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação”, comenta a superintendente de gestão educacional da Secretaria Municipal de Educação, Meroujy Giacomassi Cavet. “No que diz respeito às escolas, elas já estarão adotando o ensino fundamental de nove anos. Desta forma, entram para o primeiro ano crianças que irão completar seis anos até primeiro de março. Abaixo desta idade é educação infantil.”
Este ano, também começam a funcionar três novas escolas municipais, com total de 2.960 vagas, e três novos CMEIs, com quinhentas vagas, nos bairros Cajuru, Pinheirinho e Santa Felicidade. Nestes locais – cuja construção recebeu investimento de R$ 11 milhões -as aulas devem começar após o carnaval. Para que os duzentos dias letivos sejam cumpridos, Meroujy informa que devem ser realizadas reposições.
Durante o último mês de janeiro, foi gasto R$ 1,9 milhão com onze reformas e sete ampliações de escolas municipais e CMEIs. Outros R$ 500 mil foram gastos com a compra de equipamentos e mobiliários. Atualmente, estão em reforma dezesseis escolas e passam por processo de ampliação 25 CMEIs. Nestas obras, estão sendo investidos R$ 3 milhões.
PUCPR
Outra instituição que retomou suas atividades ontem foi a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Na universidade – nos campi de Curitiba, São José dos Pinhais, Maringá, Londrina e Toledo -as aulas começaram para 5 mil calouros, sendo que o ano letivo dos veteranos só terá início no próximo dia 12. Durante toda a semana, os novos alunos da instituição irão participar de uma série de atividades propostas pelas coordenações dos 53 cursos existentes, como dinâmicas de grupo, debates, apresentação de vídeos, entre outras. Amanhã, às 20h, no campus de Curitiba, será realizada uma cerimônia voltada aos pais dos calouros, com a participação da Orquestra de Câmara da PUCPR.
O Estado do Paraná http://www.parana-online.com.br

Estado mantém isenção e redução do ICMS
A isenção ou redução do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), concedida pelo governo do Paraná a micros e pequenas empresas, será mantida com a entrada em vigor do SuperSimples do governo federal. A garantia é do secretário da Fazenda, Heron Arzua. Ele explica que o texto da nova Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final do ano passado, autoriza estados e municípios a conceder incentivos fiscais.
“O governador Roberto Requião já determinou a manutenção do regime atual, um dos mais ambiciosos do Brasil”, explica Arzua. “Os benefícios vão continuar depois da entrada em vigor do SuperSimples”, afirma. O secretário explica que o parágrafo 20, do artigo 18 da lei complementar 123, que criou o SuperSimples, permite que estados e municípios concedam isenção ou redução de impostos.
O Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, subordinado ao Ministério da Fazenda, está trabalhando na regulamentação da lei complementar 123. Ele é formado por representantes dos estados, municípios, Receita Federal e Receita Previdenciária. “É o comitê que decidirá se é necessário ou não enviar um novo projeto de lei à Assembléia Legislativa para manter o atual regime de incentivos fiscais”, diz Arzua. “Mas não creio que a aprovação de uma nova lei estadual será necessária.”
A isenção do pagamento de ICMS, implantada em 2003 pelo governo do Paraná, beneficia empresas com faturamento mensal de até R$ 30 mil. Empreendimentos com faturamento entre R$ 30 mil e R$ 66 mil pagam 2% sobre o que exceder a faixa de isenção. Empresas que faturem entre R$ 66 mil e R$ 166 mil pagam 2% sobre o valor entre R$ 30 mil e R$ 66 mil, mais 3% sobre o faturamento acima de R$ 66 mil.
Faturamentos mensais acima de R$ 166 mil têm alíquota de 4% nessa faixa, mais alíquotas de 2% e 3% nas faixas anteriores. O limite de faturamento anual para ter acesso ao benefício é de R$ 2,4 milhões. “O sistema beneficia cerca de 170 mil empresas paranaenses com isenção ou redução de ICMS”, afirma Arzua.
O SuperSimples deverá entrar em vigor em 1.º de julho deste ano. Ele irá unificar nove impostos e contribuições. Seis deles são federais (IRPJ, IPI, CSLL, PIS/Pasep, Cofins e INSS patronal), um é estadual (ICMS) e um é municipal (ISS), além da contribuição para as entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical.
Atualmente, as micros e pequenas empresas respondem por 60% dos empregos formais e por 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Os limites para enquadramento no SuperSimples serão renda bruta total de R$ 240 mil para microempresas e de até R$ 2,4 milhões para empresas de pequeno porte.
Folha de Londrina http://www.bonde.com.br/folha

Escolas de Londrina implantam ensino fundamental de 9 anos
38 escolas da cidade e outras 9 da região iniciam o novo sistema amparadas por liminar que derruba ”idade de corte”
Amparadas por liminar, 29 escolas particulares de Londrina e nove da região estão reiniciando as aulas com turmas de primeiro ano do novo sistema do ensino fundamental de nove anos. A liminar permite às escolas que contrariem determinação do Conselho Estadual de Educação (CEE) e aceitem nestas turmas as crianças que completarão seis anos ao longo do ano e não só até 1º de março, a chamada ”idade de corte”. Os pais tiveram que assinar um termo de responsabilidade, demonstrando estar cientes de que, caso a decisão seja revertida na justiça, as crianças que fazem aniversário a partir de março terão que voltar para a educação infantil.
”Deixamos claro aos pais que o fato da escola fazer a matrícula não é garantia de final feliz”, afirmou a diretora da Alfa Educação Infantil e Ensino Fundamental, Solange Rugik Gomes Reeberg. A turma do primeiro ano terá 12 crianças; destas, a maioria está fora da faixa etária determinada pelo CEE. ”Mas se acontecer de cair a liminar, vamos manter a turma, mesmo com poucas crianças”, garantiu a diretora.
Na Escola Vagalume, a opção também foi por abrir turma de 1º ano do novo modelo. ”Estamos confiantes de que a liminar não vai cair. Este será um ano de transição (no ano que vem nenhuma escola poderá oferecer o sistema de ensino fundamental de oito anos), de teste, para que no ano que vem, quando o sistema será definitivamente implantado, estejamos com tudo redondinho”, comentou a coordenadora pedagógica da escola, Flávia Cruciol.
Ela exlicou que ainda há algumas dúvidas em relação à forma de avaliação. ”Por exemplo, pela idade das crianças, provavelmente não poderemos aplicar provas, e sim fazer relatórios, levando em conta as competências e habilidades de cada aluno. As provas deverão ser introduzidas aos poucos”, detalhou a coordenadora. A turma de primeiro ano da escola tem cinco alunos. Destes, apenas um completa seis anos até 1º de março.
A advogada Salma Elias Eid Serigato é mãe de uma das crianças que começaram ontem a cursar o primeiro ano mesmo estando fora da idade preconizada pelo Conselho de Educação. Sua filha Maria Clara completa seis anos em 5 de março, portanto quatro dias depois da idade de corte. ”Sei que minha filha tem potencial, só não tenho certeza de que ela está amadurecida para entrar no ensino fundamental. O que me tranquiliza é que confio muito na escola e sei que a Maria Clara será acompanhada de perto.” A mesma tranquilidade Salma tenta manter em relação à liminar. ”Agora temos que aguardar o desenrolar dos fatos”, concluiu.
As escolas que estão implantando o modelo de ensino fundamental de 9 anos foram beneficiadas por liminar concedida em dezembro pelo juiz Ademir Ribeiro Richter, da Vara da Infância e Juventude de Londrina. Além de Londrina, foram contempladas escolas de Ibiporã, Arapongas, Rolândia e Jacarezinho.
Em Curitiba, o Tribunal de Justiça suspendeu no final do ano a liminar que havia sido concedida em novembro a 26 escolas interessadas em matricular no novo ciclo os alunos que completam seis anos ao longo de 2007. A decisão do TJ restabeleceu, com isso, os critérios de matrícula definidos pelo Conselho Estadual de Educação. O ensino de 9 anos está previsto em lei federal e, no Paraná, pode ser implantado até 2008.
Nota 10 – Notícias Diárias da Educação http://agenciacartamaior.uol.com.br

Presidente do Conselho Estadual de Educação afirma que governo precisa contratar professores
Novo presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE-PR), Romeu Gomes de Miranda, disse ontem que o governo do Paraná deve contratar mais professores e diminuir a carga horária dos docentes. Miranda assumiu a presidência do conselho, após indicação do governador Roberto Requião.
A presença do atual presidente fortalece a relação entre o governo do estado e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (APP-Sindicato), já que Miranda presidiu o sindicato durante três anos. Miranda afirma que os problemas entre o governo e a APP Sindicato já foram superados. “A minha vinda para o conselho irá facilitar esse bom relacionamento entre o governo e o sindicato, mas ele sempre foi bom. Por algum acidente de percurso, houve um impasse, mas ele já foi superado”, assegura.
O novo presidente diz que o conselho não irá atuar como um apêndice do governo estadual, e sim como um organismo independente, que possa apontar as falhas e corrigir os rumos. “Precisamos de professores mais motivados. Não é só uma questão de salários, mas de condições de trabalho. A carga horária é muito alta e em pouco tempo de trabalho ele já está desgastado. A jornada de trabalho no Brasil é o dobro do que há na Europa e em países como Japão e Coréia”, afirma.
Segundo Miranda, apesar de reduzir a carga horária dos professores, os estudantes devem passar mais tempo na escola. “Os alunos têm um período muito curto dentro da escola. Quando estes alunos voltam para casa, não têm um lugar para estudar, livros, computador, pais que lêem e orientam. A escola é esse lugar. Para isso precisamos de mais professores e mais salas”, disse.
A última presidente do conselho, agora conselheira, Shirley Piccioni, encara a transição de forma natural. “Cumprimos um período de quatro anos na presidência que para mim foi muito gratificante. Foi um trabalho realizado em prol da educação que só nos fez crescer como profissionais e no conhecimento. Por seu notório saber, e pela dedicação à educação, todos os conselheiros estavam prontos para assumir a presidência, assim como o conselheiro Romeu”, disse.
O conselheiro Oscar Alves também concorda com a escolha de Miranda para a presidência. “A escolha que o governador fez foi muito acertada. Miranda é experiente na luta em defesa da educação e da classe de professores. Sem melhoria nas condições de trabalhos dos professores, não há condição de melhorar a qualidade de ensino. O conselho estará muito bem dirigido”, comemora.
Folha de São Paulo
http://www.folha.com.br
PT define liderança de bancada na Câmara na quarta-feira
A bancada do PT na Câmara define na próxima quarta-feira o nome do novo líder da legenda na Casa, hoje a cargo de Henrique Fontana (RS). Os nomes mais prováveis são Luiz Sérgio (PE) e Maurício Rands (PE).
O PT é o último dos partidos grandes e médios a definir a liderança da bancada para a nova legislatura. No PFL, o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS) vai substituir Rodrigo Maia (PFL-RJ) na liderança, enquanto no PSDB, desde o início de janeiro estava definido o nome de Antonio Carlos Pannunzio (SP).
O PPS reconduziu o deputado Fernando Coruja (SC). O PP também continua liderado pelo deputado Mário Negromonte (BA). O PR manteve o deputado Luciano Castro (RR). O PDT reelegeu Miro Teixeira (RJ).
Houve renovação no PSB, que trocou o deputado Renato Casagrande (ES) por Márcio França (SP). O PMDB, que terá a maior bancada com 90 deputados, elegeu o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) para substituir Wilson Santiago (PB).

O Estado de São Paulo http://www.estadao.com.br

Lula veta mobilização do governo por anistia para ex-ministro Dirceu
Presidente teme que tramitação do PAC seja prejudicada e o escândalo do mensalão volte à cena
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer o governo mobilizado pela tentativa de obter anistia para o deputado cassado José Dirceu (PT-SP). Na reunião da coordenação política, ontem, Lula deixou claro que o Planalto não deve se envolver, embora haja no palácio quem defenda a iniciativa favorável ao ex-ministro, a exemplo do assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia.
Segundo um integrante do governo, Lula teme que o esforço pelo resgate político do ex-chefe da Casa Civil ofusque a prioridade número 1 do Executivo: a discussão e aprovação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo Congresso. Além disso, quer evitar a retomada de um tema tão desgastante para o governo como é o escândalo do mensalão.
A eleição da Câmara ajuda a entender a preocupação do presidente. Naquele caso, o PT contrariou Lula ao insistir na candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP). No final, ele venceu a disputa contra Aldo Rebelo (PC do B-SP), inicialmente o favorito do Planalto.
Assim como Lula, vários deputados petistas também são contra a idéia de levar adiante o plano de anistiar José Dirceu, porque temem o desgaste do PT neste início de legislatura. Os menos ligados ao deputado cassado dizem que o tema dividiria a bancada e traria constrangimento a muitos companheiros de partido. Deputados próximos a Dirceu, como Cândido Vaccarezza (SP) e Carlos Zarattini (SP), embora favoráveis à anistia, insistem que o assunto não está em discussão no PT.
Para levar adiante a anistia, o PT precisaria escalar um deputado disposto a assumir o desgaste de encampar a causa. A idéia dos aliados do ex-ministro é obter 1,5 milhão de assinaturas para apresentar um projeto de lei de iniciativa popular. No entanto, esse tipo de projeto, para avançar no Legislativo, precisa ser formalmente apresentado por um parlamentar. Caso contrário, emperraria em uma série de exigências legais.
Pelas regras do Legislativo, anistiar é mais fácil do que cassar. Para o plenário aprovar a cassação do mandato de um deputado, são necessários os votos de pelo menos 257 deputados – maioria absoluta entre os 513 parlamentares. No caso da anistia, basta a aprovação por maioria simples – metade mais um dos votos dos deputados presentes à sessão. A votação é aberta, como a de qualquer projeto de lei.
Os projetos de iniciativa popular estão previstos na Constituição e tramitam como projeto de lei normal, desde que tenham a assinatura de no mínimo 1% do eleitorado nacional distribuído em no mínimo cinco Estados. Embora um deputado pudesse apresentar isoladamente o projeto de anistia, os petistas próximos a Dirceu acreditam que as assinaturas emprestariam legitimidade à pretensão do ex-ministro.
No entanto, o histórico dos projetos de iniciativa popular apresentados na Câmara mostra que vão para frente os que são encampados por um deputado. Se isso não acontecer, a Câmara é obrigada a conferir cada assinatura, o título de eleitor do signatário e o endereço, o que praticamente inviabiliza o andamento do projeto de lei.
Projetos de iniciativa popular bem-sucedidos – como o que ampliou a lista de crimes hediondos, o que criou o Fundo de Moradia Popular e o que instituiu o crime da compra de votos – tiveram deputados ou o Poder Executivo como autores.
Um petista ouvido pelo Estado disse temer que o abaixo-assinado não alcance as adesões necessárias. ‘O PT não tem 1 milhão de filiados, não há garantia de que conseguisse o mínimo necessário de assinaturas’, afirmou o deputado.
Zarattini, apontado como um dos possíveis autores do projeto de anistia, diz que não faltariam parlamentares dispostos a encampar a causa, mas reitera que o assunto não está em pauta no PT. ‘Vocês estão criando uma não-pauta. Isto não foi debatido, não está colocado. Mas, como me perguntou, respondo que um deputado poderia apoiar’, afirmou Zarattini ontem, referindo-se a eventual projeto pró-Dirceu.
Como projeto de lei, a anistia, se aprovada na Câmara, teria que ir a votação no Senado. Se passasse, iria à sanção do presidente da República. Em 1995, o senador Humberto Lucena (PMDB-PB), que teve o mandato cassado pelo uso da gráfica do Senado para imprimir material de campanha, foi anistiado. A anistia foi aprovada no Legislativo e sancionada por Fernando Henrique Cardoso.

O Estado do Paraná http://www.parana-online.com.br

Pescaria em Currais
Fábio Campana
No domingo, Requião navegou até Currais, acompanhado de seu séqüito costumeiro, incluídos os empresários Eviton Machado e César Setti, que se ocuparam de providenciar os peixes no anzol do governador.
Nas ilhas, Requião encontrou o irmão, Maurício, que viajava em outro barco, o do ex-prefeito de Guaratuba, José Ananias. Da conversa entre os dois soube-se que está quase pronto o secretariado.
O que falta para fechar o time? Ainda há esperança de emplacar Marcelo Almeida na Câmara Federal. Basta que o titular Reinhold Stephanes seja convidado para o ministério. Há chances. Em uma semana saberemos.
Neste momento, a maioria no PMDB torce por Stephanes no Ministério da Saúde. Seria um recorde digno de registro no Guiness. Stephanes foi ministro de Ernesto Geisel, ainda no regime fardado; de José Sarney, de Itamar Franco, de Fernando Collor de Mello e de Fernando Henrique Cardoso.
Se Stephanes não virar ministro, Requião terá outra solução para Marcelo Almeida. Vai fazê-lo secretário de Obras. No lugar de Luís Caron, que tem tudo para virar secretário especial encarregado da obra de reforma e restauração do Palácio Iguaçu.
Assim caminha a humanidade. Resolvido o imbróglio de Almeida, o secretariado estará completo. Jacyr Bergman II reassumirá a Secretaria de Chefia do cerimonial e Assuntos do Mercosul.
Na Agricultura, o petista Walter Bianchini toma posse na segunda-feira. Para Nilton Pohl sobrou a coordenação do programa ampliado “Leite das Crianças”, que terá orçamento e autonomia.
Também na segunda, às 15h, outro petista assume o posto. Ênio Verri passará a ser o secretário do Planejamento. Ora, pois, estará consolidada a aliança entre PMDB e PT no Estado, mesmo com a ausência de André Vargas no primeiro escalão.
Terminada a pescaria, poucos peixes, muitas histórias e uma boa dose de otimismo, recheada de planos para ganhar as eleições municipais no ano que vem. Mas essa é outra história.
Um convite para Paulo Pimentel
O tucanato nativo não perde tempo. Decidiu convidar o ex-governador Paulo Pimentel para entrar no PSDB. Iniciativa que partiu do vereador Mário Celso Cunha.
Plano para retomar Maringá
Almoço no palácio, ontem, à convite de Requião, reuniu a troika dirigente do PMDB: Renato Adur, João Arruda e Rodrigo Rocha Loures. Descobriram a fórmula para retomar o controle político de Maringá. Estão com Odílio Balbinotti para assumir a comissão provisória.
Um tucano no almoço alheio
Quem acompanhou Balbinotti na conversa com Requião foi o tucano Luís Nishimori, deputado estadual que deverá acompanhar o esquema do governo em Maringá.
Homenagens para Osmar Serraglio
Quem também almoçou com Requião foi o deputado Osmar Serraglio, homenageadíssimo pela conquista da primeira-secretaria da Câmara Federal. Estava acompanhado de Moacir Micheletto, outro deputado federal do PMDB.
Iensen articula nos municípios
O prefeito Edno Guimarães, de Cianorte, foi ver o governador Requião acompanhado de Vanderlei Iensen, que reassume a chefia de gabinete e intensifica a articulação com os prefeitos.
Desde já, Beth Pavin, a prefeita
Longa conversa entre Maristela Requião e a deputada Beth Pavin, no almoço de ontem. Beth não esconde que pretende voltar à prefeitura de Colombo e tem, desde já, o apoio de Maristela.
Adivinhe quem vem para jantar
Vinda da senhora Íris Machado, no dia 13, às 18h30. Ela é esposa e homônima de Íris Resende, por isso prefere usar o sobrenome Machado. Candidata a presidente nacional do PMDB, será recebida com pompa e circunstância. Janta no Canguiri, a convite de Requião.
Penitenciária de Guarapuava
Inauguração da penitenciária de Guarapuava, às 15h de quarta-feira, terá a presença do presidente da Assembléia, Nelson Justus; do presidente do Tribunal de Justiça, José Antonio Vidal Coelho, que viajam ao lado do governador.
O rateio das comissões
Em Brasília, o clima deve estar quente. Começa às 10h o rateio das comissões permanentes, tanto na Câmara quanto no Senado. Será a primeira vez na história que a divisão ocorrerá somente entre três blocos parlamentares.
De breakfast, Osmar Dias
A primeira reunião do PDT aconteceu ontem, em Curitiba, no Hotel Suíte – ao lado da Câmara Municipal de Vereadores. Osmar Dias monopolizou a atenção de manhã. Radiante, dizia que era boato sua presença no Ministério da Agricultura.
Tem coelho nesse mato
O senador Osmar falou pouco. Disse que nunca comporia a base aliada ao governo Lula sem antes negociar uma agenda básica para o País. Sobre o Ministério da Agricultura? Nada oficial. “Viu como ele está feliz? Já deve estar tudo acertado”, exultava radiante um pedetista.
Jorge Bernardi espera a promoção
O vereador Jorge Bernardi que vá escolhendo a cor do azulejo de seu novo banheiro em Brasília. Suplente de Osmar, ele é o principal interessado na nova configuração da Esplanada dos Ministérios. De vereador a senador em velocidade recorde.
Pedra no meio do caminho
Extasiado com a sua votação para deputado federal, o empresário da educação, Wilson Picler, pretendia, ontem à noite, lançar sua pré-candidatura a prefeito de Curitiba. Mas mudou de idéia na última hora: “Muita cautela nessa hora. Pode ser que o partido opte por outro caminho”.
PPS enfrenta naufrágios
Na entressafra eleitoral, é o PPS que tem sofrido as maiores baixas. Ontem, o vereador Manassés Oliveira largou o barco. “Não dá para se manter filiado em um partido que não respeita sequer seus mandatários”, alegou Oliveira.
O pivô da separação
“Quando eu apresentei ao prefeito Beto Richa a proposta de criação de uma Secretaria do Trabalho, cumpria uma promessa feita para a minha base”, explica Manassés.
“Ao legislar eu não preciso do consentimento de Rubens Bueno”.
‘A pressa não é minha.’
Roberto Requião (PMDB), governador do Paraná, aos comensais palacianos.
Gazeta do Povo http://www.gazetadopovo.com.br
Notas Política
Chamado – O governador Roberto Requião (PMDB) recebeu deputados federais do partido para um almoço ontem no Palácio Iguaçu. Quer se aproximar mais da bancada. O grupo foi recebido pelo chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, e pelo chefe de gabinete, Vanderlei Iensen. Participaram Osmar Serraglio, Rodrigo Rocha Loures, Odílio Balbinoti, Moacir Micheletto e Hidekazu Takayama, além dos deputados estaduais Luiz Nishimori (PSDB) e Beti Pavin (PMDB).
Corrida – O veto do governador Roberto Requião (PMDB) ao plano de aposentadoria privada dos deputados só deve entrar em pauta em março. Primeiro precisa do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da comissão de Finanças. O problema é que as comissões nem sequer estão instaladas. E depois que os partidos indicarem os membros ainda precisam ser eleitos os presidentes e vice-presidentes. Mas é consenso entre os parlamentares que o veto deve ser tratado como prioridade nas votações.
Campanha – O prefeito Beto Richa (PSDB) já começou a campanha para ser o candidato a governador pelo partido em 2010. Amanhã, ele vai a Cascavel onde participa da exposição agropecuária. Depois segue para Foz do Iguaçu, onde filia o presidente da Câmara Municipal local, Carlos Budel (ex-PTB). O neo-tucano é pré-candidato a prefeito de Foz.
Na paz – O presidente estadual do PT, André Vargas, esteve ontem com o governador Roberto Requião (PMDB) no Palácio Iguaçu. Acompanhou os futuros secretários Ênio Verri (Planejamento) e Válter Bianchini (Agricultura) e garantiu que não há nenhuma crise por ter recusado o convite para assumir a Secretaria do Trabalho. “Requião me pediu e combinei que vou ajudar o Nelson Garcia em Brasília. Tem muito recurso federal e estou apostando numa relação mais harmônica possível”, disse Vargas.
Aberto – Vargas avalia as críticas de setores do PMDB à participação de petistas no secretariado como uma “ciumeira indevida”. Para o deputado, ter duas secretarias é perfeitamente normal. O presidente Lula (PT), compara, deu três ministérios para o PMDB e pode chegar a cinco.
Paco

POR