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02 DE FEVEREIRO DE 2007 – SEXTA-FEIRA

Agência Carta Maior http://agenciacartamaior.uol.com.br

Juro da dívida custou R$ 590 bi no primeiro mandato de Lula
Só no ano passado, pagamento ao “mercado” atingiu o valor recorde de R$ 160 bilhões, 20 vezes o gasto com Bolsa Família. Para o segundo mandato do presidente Lula, PAC reduz pagamento de juro para tentar estimular economia.
“Nunca antes na história deste país”, diria o presidente Lula, governo, estados, prefeituras e empresas estatais, juntos e graças à política econômica federal, pagaram quantias tão altas de juros da dívida ao sistema financeiro, quanto em 2006 e nos quatro anos do primeiro mandato do petista.
De janeiro de 2003 a dezembro de 2006, o chamado “mercado” recebeu R$ 590 bilhões em juros, por ser credor da atualmente trilionária dívida pública brasileira. Deste total, R$ 330 bilhões (56%) foram quitados com recursos de impostos cobrados da sociedade e negados, por exemplo, à saúde e à educação. O resto do dinheiro (R$ 260 bilhões) foi emprestado pelo mesmo “mercado”, que um dia ganhará mais juros por isso.
Só em 2006, houve um pagamento recorde ao sistema financeiro, segundo o Banco Central (BC), que divulgou os números nesta quarta-feira (31). Foram R$ 160 bilhões, 20 vezes mais do que o Bolsa Família ofereceu em assistência social no mesmo período.
Apesar do recorde, 2006 registrou um fato inédito. Desde que começou o pagamento sistemático de juros, no fim de 1998, foi a primeira vez que o gasto deixou de morder a maior fatia do orçamento federal. A Previdência Social tomou a dianteira, ao distribuir R$ 165 bilhões em benefícios para 21,5 milhões de pessoas. A quitação de juros favorece cerca de 20 mil famílias, segundo cálculos do economista Marcio Pochmann, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Na segunda gestão Lula, o pagamento de juros deve cair, ao menos quando medido pelo peso nas riquezas nacionais. No Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo aumenta seus investimentos tirando verba que iria para juros. O PAC reduz, na prática, o uso de tributos na liquidação de juros, política conhecida como superávit primário.
A diminuição do superávit será levada adiante por meio do Projeto Piloto de Investimentos (PPI). O PPI existe desde 2005, mas quase não vinha sendo utilizado, pois o Ministério da Fazenda queria quantias de juros que controlassem o tamanho da dívida e a fizessem cair.
No ano passado, contudo, observou-se um sinal da disposição sinalizada pelo PAC. O governo federal usou, ainda que timidamente, o PPI para baixar seu próprio superávit. Economizou R$ 200 milhões com os quais pagaria juros. Porém, apertou estados e municípios a ponto de obter deles R$ 2,2 bilhões acima do que ambos deveriam pagar. No fim das contas, o setor público brasileiro como um todo gastou 4,32% das riquezas nacionais com juros, quando a meta era menor, de 4,25%.
Apesar da manobra em 2006, o governo federal acena com uma situação diferente no segundo mandato, especialmente porque os valores do PPI foram quadruplicados. No ano passado, o PPI tinha R$ 3 bilhões. Em 2007, são R$ 11,3 bilhões. “Estamos com a máquina azeitada e funcionando numa velocidade maior. Existe toda a possibilidade de cumprir a meta do PPI”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
A opção do governo de acelerar o PPI e sacrificar o pagamento de juros tem respaldo nos dados divulgados pelo BC nesta quarta-feira (31). O objetivo do superávit primário é conter a dívida e fazê-la cair. E foi isso que aconteceu. Em 2006, pelo terceiro ano seguido, houve queda na dívida conjunta de governo federal, estados, municípios e estatais, quando se faz o cálculo pelo tamanho dela nas riquezas nacionais.
Em dezembro de 2002, a dívida estava em 55% das riquezas produzidas naquele ano. Em 2006, terminou em R$ 1 trilhão, o equivalente a metade das riquezas que o BC estima que foram geradas. É o nível mais baixo desde 2000. “Levou tempo, mas superamos todo um período de crises”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, referindo-se a situações observadas entre 2001 e 2003 que encareceram a dívida.
As projeções do Ministério da Fazenda constantes do PAC mostram que a dívida continuará caindo, mesmo com superávit primário menor, porque a taxa de juros do BC (Selic), que corrige parte da dívida, vem recuando e seguirá nesta trajetória. Para este ano, o PAC prevê que a dívida comerá 48% das riquezas nacionais. O peso dela até poderia ser mais baixo, caso o governo mantivesse o superávit anterior ao PAC. Mas tomou a decisão política de sacrificar o “mercado”, pagando menos juros, para tentar incentivar a economia.
“O PPI é um tipo de despesa que claramente tem impacto positivo sobre o Produto [Interno Bruto, PIB]. Neste momento, é mais eficiente realizar estes investimentos do que realizar uma redução mais acelerada da relação dívida/PIB”, afirmou Tarcísio Godoy, secretário do Tesouro Nacional, repartição da Fazenda que administra o caixa federal.
Com a ampliação dos investimentos, o governo espera convencer os empresários de que o País vai crescer mais, aumentando a oportunidade de lucro para quem investir desde já. Depois do anúncio do PAC, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) começou a fazer uma pesquisa com filiados para sentir a reação. O resultado será divulgado em breve.
O economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, arrisca um palpite sobre o humor do empresariado. “O PAC tem um aumento substancial do investimento público, comparado com o nível anterior, e isso é importante”, diz Castelo Branco. “Mas, em todo o mundo, o que puxa o crescimento é o investimento privado, e o ambiente para isso não é favorável no Brasil, nem o PAC ataca isso.”
O empresariado preferia que o governo aumentasse os investimentos cortando despesas com programas sociais, em vez de tirar dos juros. Ou que tentasse estimular o investimento privado cortando gastos e, portanto, impostos. Mas, no dia do lançamento do PAC, Guido Mantega deixou claro: o programa não foi construído.

Gazeta do Povo http://canais.ondarpc.com.br

Justus assume e promete transparência
Deputados estaduais tomam posse e elegem nova Mesa Diretora
O deputado estadual Nélson Justus (PFL) assumiu ontem o cargo de presidente da Assembléia Legislativa para os próximos dois anos. Ele foi eleito por unanimidade pelos 54 parlamentares que tomaram posse ontem. Justus assumiu o posto prometendo mais transparência no Legislativo.
Pela primeira vez na história da Assembléia do Paraná, a votação para a Mesa Diretora foi aberta. O voto secreto foi derrubado no ano passado, por projeto apresentado pelo próprio Justus. Esta é segunda vez que o pefelista exerce a presidência. Em 1999, após a morte de Aníbal Khury, ele ficou com a vaga.
A cerimônia de posse dos deputados foi muito concorrida, contando com a presença do governador Roberto Requião (PMDB). Todos, principalmente os deputados, queriam saber se o governador pretende ou não vetar a proposta de um plano de aposentadoria privada dos parlamentares estaduais. Mas Requião não fez pronunciamento, nem falou com a imprensa.
Nélson Justus, que também aguarda um posicionamento de Requião sobre o tema, preferiu falar apenas sobre mudanças internas na Assembléia Legislativa. Ele não teceu comentários sobre projetos, sejam eles do Executivo ou do Legislativo. “Nós, deputados, temos de lembrar que passamos mais tempo na Assembléia do que em nossas próprias casas. Portanto, temos de cuidar desta casa de leis como se fosse o nosso lar. Vamos convergir para manter firme e positiva a imagem do Legislativo”, disse ele.
A principal promessa do novo presidente da Assembléia Legislativa é pôr em funcionamento a TV Assembléia. “Esse é um compromisso de honra para todos os deputados da Casa. Todos queremos, e muito, isso. Vamos resolver esse imbróglio jurídico para colocar a tevê no ar ainda neste primeiro semestre.” Justus afirmou ainda que, com essa medida, a Casa será mais transparente, embora, segundo ele, não tenha nada a esconder. “A Assembléia não tem nada a esconder. Não tem, não pode e não precisa esconder nada. Isso não combina comigo”, disse ele.
Autonomia
De acordo com Nélson Justus, seu mandato vai ser para modernizar a Casa. Para isso, ele espera contar com a contribuição dos demais 53 deputados. “A Assembléia não vai envergonhar ninguém. Quero dividir as responsabilidades. Não sou centralizador. Vou dar autonomia às secretarias e às vice-presidências, com tarefas específicas, como, por exemplo, uma secretaria cuida do cerimonial, outra da segurança da Casa. Elas deverão dar ainda assistência aos projetos legislativos”, afirmou. Segundo ele, a Assembléia deve funcionar como uma empresa, divida em setores e cada um com sua responsabilidade. “Vamos ver se na política isso vai dar certo.”
Outra medida prometida por Justus é a interiorização do parlamento, levando as sessões para o interior do estado e a discussão de questões temáticas. “Tudo dependerá do momento e da questão pontual para uma determinada região, do interesse local. Podemos fazer as sessões nas Câmaras Municipais e nas prefeituras. Temos de interagir com a população.”
A posse dos deputados foi tranqüila. As únicas vaias foram para o deputado Jocelito Canto (PTB), que fez críticas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas. Canto tem mandato garantido só até a próxima segunda-feira. O parlamentar espera uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a um processo aberto contra ele no período em que era prefeito de Ponta Grossa, de 1997 a 2000. Ele corre o risco de perder o mandato.
Mesa Executiva
Cargo – Deputado
Presidente – Nélson Justus (PFL)
Primeiro-secretário – Alexandre Curi (PMDB)
Segundo-secretário – Luciana Rafagnin (PT)
Terceiro-secretário – Luiz Accorsi (PSDB)
Quarto-secretário – Cida Borghetti (PP)
Quinto-secretário – Chico Noroeste (PL)
Primeiro-vice – Antônio Anibelli (PMDB)
Segundo-vice – Augustinho Zucchi (PDT)
Terceiro-vice – Felipe Lucas (PPS)

O Estado do Paraná http://www.parana-online.com.br

Tribunal de Justiça barra desapropriação de área da Syngenta
O desembargador Marcos de Luca Fanchin, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ), concedeu ontem liminar suspendendo os efeitos do Decreto n.º 7.487, de 9 de novembro de 2006, através do qual o governador do Paraná, Roberto Requião, declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação, a área em que se situa a Estação Experimental da Syngenta Seeds Ltda., em Santa Tereza do Oeste.
A decisão foi proferida por conta do Mandado de Segurança n.º 398.169-9, em trâmite perante o Órgão Especial do TJ. A área em questão é a fazenda invadida em março do ano passado por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e que o governo declarou de utilidade pública, através do decreto, sob pretexto de que a área seria utilizada para a criação de um Centro Paranaense de Agroecologia.
No entanto, dizendo ter constatado indicação de ilegalidade no decreto, o desembargador decidiu pela liminar. Ele cita que o motivo elencado pelo governo do Estado no decreto (implantação de uma área de pesquisa voltada ao desenvolvimento de modelos agrícolas sustentáveis), não está, em princípio, entre os casos de utilidade pública previstos na legislação. O desembargador indicou ainda, em sua decisão, a ocorrência de indícios de desvio de finalidade e de grandes prejuízos à Syngenta, impetrante do mandato.
A área da Syngenta em Santa Tereza tem 127 hectares e fica próxima ao Parque Nacional do Iguaçu, e foi invadida em 14 de março de 2006 por integrantes do MST e da Via Campesina, que queriam impedir as pesquisas da empresa, assim como foi feito em fazendas da Araupel e Monsanto. Os invasores alegam que as empresas cultivavam produtos transgênicos ilegalmente. A Justiça de Cascavel determinou a reintegração de posse no dia seguinte, notificando o governo do Estado a disponibilizar força policial para que tal determinação fosse cumprida.
Num prazo de 60 dias, a ordem não foi cumprida e a Syngenta entrou com nova ação e o Juízo da 4.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba concedeu liminar, determinando ao Estado que procedesse a desocupação no prazo de 15 dias, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. No dia 8 de novembro a desocupação foi cumprida, mas, no dia seguinte, o governador assinou o decreto declarando a área de utilidade pública e determinando sua desapropriação.
O governador do Paraná, Roberto Requião, e o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, assinaram o decreto pretendendo implantar no local “uma área de pesquisa, ensino e extensão voltados ao desenvolvimento de modelos agrícolas sustentáveis, sob a coordenação do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia”. Para a justificativa da medida, o governo recorreu à Constituição Federal, que outorga aos estados competência para “proteger as paisagens naturais notáveis e o meio ambiente, combater a poluição em qualquer de suas formas e preservar as florestas, a fauna e a flora”.
De acordo com o escritório do advogado René Dotti, que defende a Syngenta no caso, “a desapropriação da estação experimental foi uma flagrante tentativa do governo livrar-se das conseqüências de possível pedido de intervenção no Estado, por descumprimento de ordem judicial”. A reportagem entrou em contato com o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, por volta das 18h, mas ele informou que não poderia atender no momento. O Estado tentou outras vezes, mas o procurador não atendeu às ligações.
O Estado do Paraná http://www.parana-online.com.br

Assembléia inicia o ano sem surpresas
Os novos 54 deputados eleitos em outubro do ano passado tomaram posse em sessão solene ontem à tarde e, em seguida, elegeram, em chapa única, a mesa executiva. O deputado Nelson Justus (PFL) foi eleito presidente da Assembléia Legislativa, por unanimidade, junto com os demais oito cargos da mesa executiva.
A eleição de ontem apenas referendou um acordo feito em dezembro do ano passado, no final do período legislativo, quando o peemedebista Nereu Moura se viu obrigado a abdicar da disputa ao perceber que Justus tinha a maioria dos votos em plenário. A sessão de posse foi presidida por Duilio Genari (PP), o deputado reeleito mais idoso.
Entre os 54 empossados, trinta e quatro foram reeleitos. Entre os vinte novos parlamentares, sete já exerceram mandatos de deputado estadual em legislaturas anteriores à de 2003-2006. Somente cinco nunca exerceram antes um cargo eletivo.
Após a sessão dupla de ontem, os deputados retornam ao trabalho apenas no próximo dia 15, quando será instalada oficialmente a 16.ª legislatura e o governador Roberto Requião (PMDB) apresentará as metas de seu governo para o período. Em seguida, os deputados suspendem novamente as atividades para os feriados de Carnaval. A primeira sessão plenária está prevista apenas para o dia 26.
Requião integrou a mesa de autoridades na sessão solene de ontem, junto com representantes do Poder Judiciário, Tribunal de Contas e Ministério Público Estadual. Ele não discursou. Em rápida entrevista, antes da solenidade, o governador afirmou que espera ter com a Assembléia Legislativa a mesma relação de harmonia que manteve durante os quatro anos em que a Casa foi presidida pelo ex-deputado Hermas Brandão (PSDB). Da mesma forma que Brandão entre os tucanos, Justus também foi um dissidente no PFL durante a campanha eleitoral. Ele apoiou a reeleição de Requião, contra o candidato apoiado pelo seu partido, o ex-deputado Rubens Bueno (PPS).
Eleição da mesa
Embora o resultado da eleição tenha sido unânime, o deputado Jocelito Canto (PTB) fez uma ressalva, reclamando que a sua legenda não foi contemplada com nenhum cargo na mesa executiva. “Tem partido que ficou com dois cargos e o PTB não teve nenhum representante na mesa”, declarou. Além de Justus na presidência da mesa, a chapa eleita é composta pelos deputados Alexandre Cury (PMDB), na primeira secretaria; Luciana Rafagnin (PT), na segunda secretaria; Luiz Accorsi (PSDB), na terceira secretaria; Cida Borghetti (PP), na quarta secretaria; Chico Noroeste (PL), na quinta secretaria; Antônio Anibelli (PMDB) é o primeiro vice; Augustinho Zucchi (PDT), o segundo vice; e Felipe Lucas (PPS), o terceiro vice.
Em seu discurso, Justus afirmou pretender que os trabalhos da mesa diretora sejam realizados com a participação de todos. “E quando falo juntos me refiro aos poderes Executivo e Judiciário, respeitadas as autonomias correspondentes”, declarou. O presidente eleito da Assembléia quer também dar autonomia às secretarias e às vice-presidências, para que cada uma cuide de determinado setor do Legislativo. Justus lembrou ainda que pela primeira vez a eleição da mesa foi feita mediante voto aberto.
Entre as metas de sua gestão, Justus destacou que pretende criar o Centro de Atendimento ao Cidadão, promover sessões da AL no interior do Estado, assim como implantar ainda neste semestre a TV Assembléia do Paraná. Justus manifestou também a intenção de reinstalar um painel eletrônico no plenário – a Casa já teve um que nunca funcionou – e promover a informatização de todos os setores.
Folha de Londrina http://www.bonde.com.br/folha

Parlamentares discutem lideranças de siglas
Os nomes das lideranças das maiores bancadas da Assembléia Legislativa seguem indefinidos. Correligionários do PMDB pretendem discutir o assunto somente no dia 15 de fevereiro, quando iniciam os trabalhos legislativos. Dois nomes estão cotados para a vaga: o do reeleito Artagão Júnior e o do ex-secretário de Estado Waldyr Pugliesi. O líder do governo na Casa só será definido após a escolha do líder do PMDB. O mais cotado para a vaga é Luiz Cláudio Romanelli, que já fez parte da última gestão do governador Roberto Requião (PMDB).
Já o PSDB segue rachado. Ou seja, parte dos tucanos continua na base governista. A outra ala, comandada por Valdir Rossoni, permanece na oposição. Em função do impasse, o novo líder do PSDB ainda deve ser discutido. Corre que o posto seja ocupado por um tucano da base aliada. E que o líder da oposição continue sendo o tucano Rossoni. O ex-líder do PSDB na Casa, o deputado reeleito Nelson Garcia, aceitou o convite de Requião para a Secretaria do Trabalho.
Ontem, porém, durante a solenidade de posse dos parlamentares, os líderes do PT, do PPS, do PP e do PTB já foram anunciados. O reeleito Elton Welter assumirá o liderança do PT. O novato Marcelo Rangel será o líder do PPS. Além de outros dois pepessistas, sua bancada ainda agrega o deputado Dr. Batista, que é do PMN. O reeleito Duílio Genari será o líder do PP e o ex-vereador de Curitiba Fábio Camargo fica na liderança do PTB. O PDT já havia confirmado o reeleito Luiz Carlos Martins para a liderança da sigla. O PFL ainda não oficializou um nome.
A deputada eleita Rosane Ribas, a única da Casa pertencente ao PV, disse que por enquanto não entrará em nenhum bloco partidário e que pretende adotar uma linha independente. (C.S.)

O Estado de São Paulo http://www.estadao.com.br

Chinaglia bate Aldo por margem apertada; Renan vence no Senado
Petista não teve fôlego para liquidar eleição no 1.º turno e, no 2.º, venceu Aldo por vantagem de apenas 18 votos
Antes da votação, novo presidente sinaliza pretender enterrar escândalos que envolveram governo e base aliada
No Senado, atual presidente garante novo mandato sem surpresas e faz defesa da independência da Casa
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) venceu a disputa pela presidência da Câmara por margem apertada. Foram 261 votos contra 243 de Aldo Rebelo (PC do B-SP), na segunda votação, depois que nenhum candidato obteve os 257 votos necessários para ganhar em primeiro turno.
No Senado, foi reeleito Renan Calheiros (PMDB-AL), com 51 votos, contra 28 para o oposicionista Agripino Maia (PFL-RN). Assim, aliados do presidente Lula comandam as duas Casas após as votações de ontem, dia da posse de 513 novos deputados e de 27 novos senadores.
O resultado apertado na Câmara refletiu a grande divisão na base governista, rachada entre os dois candidatos, gerando apreensão no Palácio do Planalto. O presidente Lula terá agora de trabalhar para recompor seu apoio no Congresso. A vitória do petista também criou tensões no PSDB.
O tucano Gustavo Fruet (PR), candidato da chamada terceira via, obteve 98 votos no primeiro turno, mas eles não foram transferidos para Aldo – se isso ocorresse, o atual presidente da Câmara teria sido reeleito. O PSDB acabou ficando com a primeira vice-presidência da Casa, cargo que havia sido prometido por Chinaglia em troca do apoio do partido.
Antes da votação, o novo presidente da Câmara fez discurso sinalizando que pretende enterrar os escândalos que envolveram governo e base aliada. ‘A página da crise está virada, é da legislatura passada. Não podemos admitir que um deputado que não tem nada a ver com a crise seja caracterizado (como suspeito) por outro deputado’, disse Chinaglia, pedindo voto aos colegas.

Folha de São Paulo http://www.folha.com.br

Chávez assumirá petroleiras até maio
Medida afetará multinacionais de países como EUA e França; Washington chama nacionalização de ‘perturbadora’
Presidente venezuelano diz que participação da PDVSA nos campos de exploração Orinoco será de pelo menos 60% e compara Bush a Hitler
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou ontem que seu governo assumirá a partir do dia 1º de maio os campos petroleiros operados por empresas multinacionais na faixa do Orinoco. A medida, que afeta empresas dos EUA, da França, da Noruega e do Reino Unido, foi classificada de ‘perturbadora’ por Washington.
‘O que nós queremos é negociar (…), mas dei instruções para que, em 1º de maio, todos esses campos amanheçam sob nosso controle’, disse Chávez, em entrevista coletiva.
O presidente venezuelano afirmou que as empresas terão de aceitar ‘não menos de 60%’ de participação da estatal PDVSA, sob pena de serem expulsas dos campos.
As empresas que operam no Orinoco são: British Petroleum, Exxon, Chevron, ConocoPhillips, Total e Statoil ASA. Operam quatro projetos de petróleo ultrapesado no Orinoco, com uma produção diária de 600 mil barris.
‘Tenho certeza de que vão aceitar isso porque continuaremos sendo parceiros. Agora, caso não estejam de acordo, são totalmente livres para sair.’
Apesar da vontade política para assumir o controle das operações no Orinoco, a ação não será fácil. Um alto funcionário venezuelano admitiu no mês passado que o país poderia sofrer milhões de dólares em penalidades caso assuma os projetos por causa de acordos financeiros com bancos internacionais.
A agência de classificação de risco Fitch disse que a Venezuela daria um calote de cerca de US$ 4 bilhões em financiamentos aos projetos caso o governo decida de forma unilateral assumir as operações da região do Orinoco.
Chávez definiu o prazo um dia depois que recebeu poderes para legislar por decreto por 18 meses. O objetivo, segundo ele, é acelerar medidas em praticamente todas as áreas administrativas para implantar o que vem chamando de ‘socialismo do século 21’.
‘Aqui está a Lei Habilitante, simples, quatro páginas, quatro artigos. Vamos promulgá-la com vermelho, e partir de hoje [ontem] estará em vigência: em nome de Deus e da revolução.’ A estimativa do governo é que se emitirão até 60 leis.
Além dos campos do Orinoco, Chávez pretende nacionalizar a Cantv, a maior empresa de telecomunicações da Venezuela, e seis companhias de eletricidade, listadas por ele ontem e incluem a Electricidad de Caracas, a maior do país, controlada pela empresa americana AES.
Novo mandato
Os anúncios de nacionalização marcaram o início do novo mandato de Chávez, junto com a decisão de não renovar a licença de uma emissora de TV opositora, a RCTV, de revogar a autonomia do Banco Central e ainda de aprovar a reeleição indefinida para presidente.
Fora do governo, Chávez quer ainda criar um partido único reunindo todas as agremiações que o apóiam. Apesar das medidas centralizadoras, ele nega que seu governo seja autoritário e diz que sempre permitirá partidos da oposição e deixará o governo caso perca uma eleição.
O anúncio de Chávez sobre o Orinoco foi classificado de ‘tendência perturbadora’ e ‘distante dos princípios abertos e transparentes do mercado’ pelo Departamento de Energia dos EUA.
‘Essas ações afetarão consideravelmente, em detrimento do povo venezuelano, o desenvolvimento a longo prazo dos recursos naturais daquele país e, em última instância, seu crescimento econômico’, disse o porta-voz do departamento Craig Stevens.
Ontem, Chávez respondeu de forma dura às afirmações feitas na véspera pelo presidente americano, George W. Bush, que disse estar ‘preocupado’ com a ‘diminuição’ da democracia na Venezuela.
‘Até o mesmíssimo diabo disse ao mundo que está preocupado com os venezuelanos. O presidente dos EUA deveria renunciar, se ele tivesse o mínimo de dignidade’, disse Chávez, durante uma longa fala contra Bush, a quem comparou com Adolf Hitler e chamou de ‘criminoso de guerra’.
Sobre os comentários de Bush, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, afirmou ontem em Brasília: ‘Espero que tenha sido bem informado por seus conselheiros políticos que analisam a situação’.

O Estado do Paraná http://www.parana-online.com.br

O PFL do Requião
Fábio Campana
Estranho partido, o PMDB. Tem a maior bancada na Assembléia Legislativa do Paraná, nem por isso é a maior força no parlamento estadual.
Ontem, o PMDB cedeu a presidência da Casa para Nelson Justus, do PFL, partido que tem uma das menores bancadas e, ainda por cima, é oficialmente de oposição.

A fragilidade do PMDB é a de sempre, a do partido ônibus, onde cabem todos e nem todos formam uma só força. Muito pelo contrário. Nereu Moura, que ensaiou sua candidatura pelo PMDB, logo viu que não teria chances diante das divisões internas.
O PMDB também é o partido do governador Requião. Mas não há contradição entre o governo e Nelson Justus. Este é do PFL, mas também é súdito fiel de Requião, a quem apóia desde as eleições de 2002. No plenário e nos palanques.
Bom lembrar que há um PFL que acompanha Requião contra os irmãos Dias desde outros carnavais. É o liderado pelo ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, que muito se entende com o PSDB de Requião, aquele liderado por Hermas Brandão.
A rigor, não há partidos bem definidos na Assembléia nem fora dela. Há aglomerados circunstanciais. Que se articulam conforme as conveniências do momento. Coisa que leva o distinto público a perplexidade, pois as peças não se encaixam e as siglas nada dizem diante dos acordos de ocasião.
Diz a sabedoria antiga, à qual logo aderiram os nossos sábios pefelistas, que em política o que importa não é o fato, é a versão.
Aliás, não há fatos, há versões. Em política, o processo é mais livre e primitivo, mas a conclusão é a mesma: o que importa é a versão que consegue impor-se, no momento preciso, aos olhos da maioria, e não aquela que poderia ser a mais fiel e a mais exata.
Ontem, o PMDB perdeu, o PFL venceu, os tucanos se encolheram, mas quem ganhou mesmo foi Requião, que é antiliberal convicto, mas prefere Nelson Justus ao candidato das esquerdas nativas.
Ou seja, qualquer que seja a versão, quem dá as cartas na Assembléia é o Palácio Iguaçu. O resto é detalhe secundário.
Novos dirigentes da Assembléia
Ficou assim a composição da nova comissão executiva da Assembléia Legislativa: o presidente é Nelson Justus (PFL); 1.º vice-presidente, Antonio Anibelli (PMDB); 2.º vice-presidente, Augustinho Zucchi (PDT); 3.º vice-presidente, Felipe Lucas (PPS); 1.º secretário, Alexandre Curi (PMDB); 2.º secretário, Luciana Rafagnin (PT); 3.º secretário, Luiz Accorsi (PSDB); 4.º secretário, Cida Borghetti (PP); e 5.º secretário, Chico Noroeste (PL).
Propostas de Nelson Justus
Nada de novo. Em seu discurso de posse, Justus apresentou propostas institucionais conhecidas, entre elas a instalação da TV Assembléia.
Nada a ver entre Botto e Delazari
Não convidem para o mesmo luau o procurador-geral Sérgio Botto de Lacerda e o secretário de Segurança Luís Fernando Delazari. Ultimamente, eles discordam em tudo. Inclusive sobre o caráter e a sexualidade de funcionários da área jurídica da Sanepar.
Liberdade das concessionárias
As concessionárias de estradas que exploram o pedágio aguardam com ansiedade a iniciativa do governo Requião que poderá devolver-lhes alegria e liberdade. Está redigido o parecer e seus arrazoados para a devolução das estradas pedagiadas ao governo federal, onde os concessionários estarão à vontade.
A lista de cortes na Cohapar
Antes de assumir a Cohapar, Rafael Greca de Macedo levou ao governador Requião extensa lista de cargos. Ao lado de cada qual, o nome do ocupante a ser defenestrado e o do escolhido para substituí-lo. Deu azia, má digestão e rendeu longa jornada noite adentro na Casa Civil para serenar os ânimos de humilhados e ofendidos.
Greca assume e herda a equipe
Resumo da ópera: Greca assume a presidência da Cohapar mas não mexe em gente do time de Requião e do PMDB de longa data. A rapaziada da área de habitação que comunga com Greca de Macedo não terá lugar desta vez.
Na comunicação, a nova gerente
A única substituição que Greca de Macedo conseguiu emplacar sem dificuldades foi a mudança na gerência de comunicação da Cohapar. Assume Teresa Martins, que passa a acumular o cargo com a função de coordenadora de imprensa do Palácio Iguaçu.
Duas ausências muito notadas
Ontem, às 11h, Rafael Greca de Macedo tomou posse como novo presidente da Cohapar. Muita gente. Cerimônia concorrida. No entanto, duas ausências chamaram a atenção. Não estavam presentes o secretário da Educação, Maurício Requião, nem o presidente do PMDB de Curitiba, Doático Santos.
O livro prata da segunda chamada
Terminadas, findas as acomodações e nomeações iniciais deste novo mandato de Requião, sobraram ainda algumas pessoas sem cargo nem função. Essas pessoas, agora, aguardam o livro prata da segunda chamada que, se ocorrer, fica para depois da quarta-feira de cinzas. Até lá, nada a fazer a não ser seguir o exemplo de Godot: esperar.
Uma banana para os políticos
Entre um canapé e outro os deputados articulavam a eleição das lideranças da Casa.
Do lado de fora, protestos. Lá estava o “Macacão do Mensalão”. Domesticado, ele não repetiu o feito do Teatro Guaíra, quando arranjou briga com meia dúzia de nossos novos mandatários.
Ninguém mordeu a isca pequena
A posse dos deputados estaduais não decepcionou só quem esperava uma virada de mesa. Traiu também quem aproveitou a ocasião para protestar contra a falta de ética na política. Na Assembléia havia uma vara de pescar com uma cédula de R$ 1 gigante presa na ponta. “Vixe, acho que foi pouco. Eles preferem morder uma minhoca maior”, comentavam desamparados.
Em Brasília não tem caroço
Passada a ressaca, o deputado federal André Vargas desabafa: “Seria uma honra ser secretário de Estado, mas a conjuntura é outra. Vou trabalhar pelo Paraná em Brasília”.
‘O PMDB não preside a Assembléia há várias legislaturas e esse é um sinal da fragilidade do partido.’ – Waldir Pugliesi, deputado estadual e membro histórico do PMDB.
Gazeta do Povo http://www.gazetadopovo.com.br
Notas Política
Bem na foto – A oposição estava efusiva ontem. Há quatro anos, no dia da posse, apenas seis deputados estaduais posaram para a foto da bancada da oposição. Todos foram reeleitos, mas agora esperam reforço. “A oposição nasceu muito mais forte. Se fosse fazer a mesma foto hoje, teríamos de 12 a 15 deputados”, contabilizou Élio Rusch (PFL).
Difícil – O PMDB vai fechar os nomes que vão ocupar a liderança do governo e do partido no dia 15. Os deputados tentam um consenso. “Queremos evitar disputa interna”, diz Artagão Júnior, que deve ser indicado líder do PMDB. Waldyr Pugliesi também está no páreo. Para líder do governo, o nome de Luiz Cláudio

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