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01 DE FEVEREIRO DE 2007 – QUINTA-FEIRA

Gazeta do Povo http://canais.ondarpc.com.br

André Vargas desiste e é substituído por tucano
Nélson Garcia assume a Secretaria do Trabalho no dia 10
O deputado federal eleito André Vargas (PT) recusou o convite do governador Roberto Requião (PMDB) para ser o novo secretário de Estado do Trabalho. O deputado estadual Nélson Garcia (PSDB) assume a pasta no próximo dia 10.
O motivo da recusa de Vargas foi a disputa por nomeações em cargos de confiança no governo. O petista queria ter autonomia na condução da secretaria. Como o governador resolveu manter Émerson Nerone (PHS) na diretoria-geral, cargo que ele exerceu anteriormente, o deputado federal optou por permanecer em Brasília, onde terá mais moral do que na administração estadual.

André Vargas foi convidado para ser o vice-líder do PT na Câmara Federal e, caso Arlindo Chinaglia (PT) seja eleito presidente da Casa, o deputado paranaense pode assumir a vice-liderança do governo no Legislativo federal. Outro fator que deixa Vargas mais confortável em Brasília é o fato de ele fazer parte da Comissão de Minas e Energia da Câmara e estar próximo a Paulo Bernardo, ministro do Planejamento. “Grande parte das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) passará pelos setores que estarei ligado em Brasília”, diz ele.
A decisão de Vargas foi comunicada a Requião ontem à tarde, por telefone, quando o governador o procurou para saber sua posição. Com a resposta negativa, o chefe do Executivo na mesma hora determinou que Garcia tornasse secretário do Trabalho. Até então, o deputado tucano era cotado para Obras Públicas.
André Vargas e o governador nunca se entenderam. Durante os quatro anos como deputado estadual, Vargas foi um dos críticos mais ácidos em relação a Requião e às ações do estado.
Como está
Garcia caiu como uma luva para Requião. O tucano garantiu que não mudará nada na secretaria. Ontem mesmo ele esteve na sede da secretaria fazendo um levantamento completo sobre a situação da pasta, ações que estão em andamento, programas, funcionamento dos núcleos regionais e da Agência do Trabalhador. “Vou estudar tudo antes de assumir”, afirmou.
O tucano, que segue para o quinto mandato na Assembléia Legislativa, defendeu a aliança entre o PMDB e o PSDB nas eleições, trabalhou na campanha de reeleição do governador e sempre fez parte da base aliada na Assembléia.
Para o PSDB, a entrada de Garcia no governo pode ser um problema. “Essa não vai ser uma secretaria do PSDB. Vou fazer um trabalho democrático e todos os partidos vão trabalhar comigo e quero que me ajudem.”
O ex-secretário de Obras Públicas, Luiz Caron, deve ser rebaixado a assessor especial do governador e será o coordenador da reforma do Palácio Iguaçu. Caron deverá aceitar a destinação, mesmo tendo recebido uma bronca de Requião ao vivo e em público no dia 1.º de janeiro, durante a posse do governador.
No setor de Obras Públicas, o convidado da vez é o primeiro suplente de deputado federal Marcelo Almeida (PMDB), que ainda não deu uma resposta ao governador, o que deve ocorrer até amanhã. O peemedebista foi convidado ainda para retomar a chefia do Detran, cargo que exerceu nos últimos anos. Ele, no entanto, pediu tempo para pensar, pois prefere aguardar e torcer para que o deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB) aceite ser secretário de governo da Saúde e abra uma vaga na Câmara.
Ainda ontem Roberto Requião nomeou Vítor Hugo Burko (PL) para presidir o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Burko foi candidato a vice-governador na chapa do senador Flávio Arns (PT) nas últimas eleições.
A desistência de Vargas para compor o secretariado, segundo o próprio deputado, não atrapalha a relação entre o governo do estado e o PT. O deputado estadual eleito Ênio Verri e Válter Bianchini continuam confirmados como respectivos secretários estaduais do Planejamento e Agricultura.

Gazeta do Povo http://canais.ondarpc.com.br

Eleitor já não se lembra em quem votou
Pesquisa mostra que mais da metade da população de Curitiba desconhece a função dos parlamentares
Apenas quatro meses após as eleições, quase a metade da população de Curitiba já não se recorda em quem votou para deputados e senador. Levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas, a pedido da Gazeta do Povo, mostra ainda outro dado preocupante: a maioria do eleitorado sequer conhece a função dos parlamentares que tomam posse hoje.
A falta de informação do eleitor se reflete na atuação do Poder Legislativo. A opinião é do advogado Ali Hadad, de 56 anos, que se considera uma exceção entre a maioria. “Eu me lembro em quem votei, mas muitos dos meus candidatos foram escolhidos por serem os menos piores”, disse ele.
Para Hadad, a falta de participação popular faz com que os políticos não se sintam pressionados e ponham em votação qualquer projeto que lhes interessa. “O pacote vai pronto para votação no Legislativo. É o voto de bancada, de liderança, tudo já pré-determinado. E o povo é ignorado”, afirmou ele, que não acredita que a participação da sociedade indo à Assembléia Legislativa ou à Câmara Federal vá ajudar a fazer pressão sobre os deputados.
De acordo com a pesquisa, 89,6% do eleitorado nunca foi à Assembléia Legislativa, em Curitiba. Apenas 10,4% dos eleitores afirmaram conhecer a Casa de perto. “Faz mais de uma década que não piso lá”, admitiu o advogado. “Os mais necessitados não têm representatividade nem força nem organização para pleitear. E estão mal preparados para tal atitude. Os movimentos de bairros, por exemplo, não sabem como reivindicar e pressionar”, disse ele.
Memória
O instituto Paraná Pesquisas levantou que apenas pouco mais da metade (55,6%) dos eleitores de Curitiba sabem em quem votaram para deputado estadual. Desse porcentual, porém, 6,2% citaram nomes que não participaram da última disputa eleitoral. Quanto aos federais, 52,2% se lembram de seus candidatos, mas 5,4% deles citaram nomes que não participaram das eleições.
Para senador, como houve menos candidatos, 69,6% souberam dizer em que votaram e 3,2% erraram os nomes dos postulantes ao cargo.
No entanto, segundo a pesquisa, 73% não sabem a função de um senador. Não à toa, talvez, Tancredo Neves afirmava que ser senador é ir para o céu sem precisar morrer, tamanho o conforto que os senadores têm e a pouca cobrança por parte dos cidadãos. De acordo a pesquisa, os 61,8% eleitores também não sabem o que faz um deputado federal. E 55,4% não sabem qual a atividade de um deputado estadual.
Segundo a cientista política e sociológa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), Samira Kauchakje, a ausência de memória tem a ver com o desinteresse da população pelo cenário político. Mas em menor proporção do que o fato de os políticos exercerem a cultura do mando e do autoritarismo. “O brasileiro não tem a cultura política e vê os políticos com se estivessem em uma corte. A população não entende que eles estão lá para servi-los e que o cargo é público. A maioria considera que é um cargo de privilégio e que só tem de votar porque há a obrigação.”
O desleixo do cidadão com a política, de acordo com Samira, é porque considera que esse é um assunto de poucos privilegiados e dos espertos. “E há ainda o marketing das campanhas eleitorais, que são elaborados para aquele momento. É um marketing de aparência, não de conteúdo. A campanha é feita para que os eleitores engulam o candidato e não reflitam sobre ele. Os políticos são produtos de consumo. E marca, a gente esquece mesmo”, analisou, comparando ao fato de o consumidor adquirir um produto pela embalagem e não sabe, por exemplo, as calorias que ele contém.
Desestímulo
A revendedora Ester Fernandes Raicoski, de 50 anos, está entre os eleitores que já não se lembram do voto. “Sempre escolho de última hora e por indicação dos outros. Falta estímulo para conhecer melhor os políticos”, afirmou ela, que nem sabia que poderia ir à Assembléia Legislativa participar das sessões. Assim como Ester, a técnica em Administração Mariana Tschannerl, de 19 anos, tambem não se lembra para quais políticos depositou seus votos. “Mas tenho o nome de todos anotados em casa. Voto mais com o número”. Segundo a jovem eleitora, ela só votou porque havia parlamentares que davam ajuda social (fraldas) para seu avô. “É melhor do que votar em branco.”
Mariana também não conhece a sede do Legislativo nem tem vontade de conhecer. Para ela, de nada adiantaria. “Sei que votar como votei, não ajuda. Isso não basta. Mas fazer o quê? Não podemos mesmo confiar nos políticos. Se confiarmos, estamos lascados.”
Deputados assumem hoje
Os 54 deputados estaduais eleitos e reeleitos em 2006 tomam posse hoje, às 15 horas, na Assembléia Legislativa. A sessão solene será presidida por Duílio Genari (PP), o parlamentar com mais tempo de Casa. O mandato vai até 31 de janeiro de 2011.
Dos deputados que assumem hoje, 34 foram reeleitos. A cerimônia de posse terá a participação do governador Roberto Requião e do presidente do Tribunal de Justiça, Tadeu Marino Loyola Costa, entre outras autoridades estaduais e municipais. No mesmo dia, após prestarem juramento constitucional, os parlamentares elegem a nova Mesa Diretora da Casa, que terá o poder por dois anos. Nélson Justus (PFL) deve ser eleito presidente.

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Deputados tentam evitar veto a aposentadorias
Os deputados estaduais estão tentando impedir que o governador Roberto Requião (PMDB) vete o projeto que cria uma aposentadoria privada para os parlamentares. Ontem Requião estava propenso a vetar a mensagem, mas o chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, e o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), estão tentando convencer o governador a repensar a decisão.
A mensagem que cria o Plano de Previdência Complementar Privada foi aprovada pela Assembléia Legislativa em dezembro do ano passado e garante uma aposentadoria de até 85% do valor do atual salário dos deputados, que é de R$ 9,5 mil.
Para virar lei, só depende da sanção do governador. Caso seja confirmado o veto, os deputados terão de aguardar o início das sessões legislativas, no dia 26 de fevereiro, para rediscutir o projeto. São necessários votos de 28 dos 54 deputados para derrrubar o veto.
O projeto foi colocado de surpresa na pauta de votações do último dia de sessão antes do recesso parlamentar, no fim do ano, e aprovado sem discussão. A proposta foi elaborada em conjunto e assinada por vários deputados. Segundo eles, o plano não representa nenhum privilégio aos parlamentares. Apenas Tadeu Veneri (PT) votou contra por considerar a medida ilegal.
O ex-superintendente da Paranaprevidência, Renato Follador, foi o responsável pela consultoria previdenciária para a elaboração do projeto de lei.
De acordo com a proposta, a contribuição ao plano será facultativa e, para ter direito a aposentadoria, o deputado deverá ter no mínimo 60 anos de idade, ter concluído cinco mandatos (20 anos) e comprovar 35 anos de contribuição efetiva à Previdência Social (INSS).
O valor da aposentadoria será de até 85% sobre o valor que o segurado tiver contribuído no período. Atualmente, o teto do benefício é de dez salários mínimos – R$ 3,5 mil – para os deputados que contribuem com o INSS.
A estimativa é de que cada parlamentar terá de contribuir com 14% do salário por mês, e a Assembléia Legislativa complementa com mais 14% para compor o fundo. O desconto da contribuição será realizado diretamente da folha de pagamento dos deputados.
Apesar do argumento de que o projeto é legal e não vai onerar os cofres do Legislativo, os deputados não defendem a proposta abertamente.
Negociação
O projeto foi colocado em pauta porque teria o aval do governador. Antes de colocar em votação, Hermas Brandão e líderes dos partidos teriam conversado com Requião e recebido a garantia de que seria sancionado.
O raciocínio era de que, se o governador tivesse intenção de vetar, a mensagem nem seria colocada em votação para evitar um desgaste desnecessário do Legislativo. Como o governador teria concordado com a lei, os deputados aceleraram a aprovação e agora tentam convencer Requião a manter o acordo.
O deputado Tadeu Veneri (PT) prevê que o governo irá vetar o projeto porque é ilegal. O Legislativo vai injetar recursos públicos para garantir a aposentadoria do deputado que cumprir cinco mandatos, mas incluindo que foi vereador, prefeito e deputado federal. “Como a Assembléia vai complementar uma parte que é devida por Câmara Municipal, prefeitura ou Congresso Nacional?”, questiona.

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Alunos se preparam para volta às aulas
Cerca de 385 mil alunos das redes municipal, estadual e particular de Curitiba voltam às aulas até o próximo dia 12. Porém, como as matrículas e transferências ainda estão abertas, certamente este número deve aumentar. Até dezembro passado, mais de 104 mil alunos haviam sido matriculados nas escolas municipais. Na rede estadual, até ontem, o número ultrapassava as 185 mil matrículas apenas em Curitiba e mais de 1,2 milhão em todo o Estado. Já as matrículas da rede particular giram em torno de 95 mil.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as escolas municipais – que iniciam as atividades entre o dia 5 e 12 de fevereiro – terão ao menos 15 mil novos alunos matriculados na pré-escola e no 1.º ano do ensino fundamental. O maior movimento de volta às aulas será no dia 6, quando 70 escolas (42% da rede) voltarão a funcionar. O retorno das atividades tem datas diferenciadas porque as escolas possuem calendários próprios, definidos em parceria com as comunidades. Já os alunos das redes estadual e particular iniciam o ano letivo no dia 12.
Ambientação
As férias estão terminando e os pais de alunos de primeira viagem já se preocupam com a adaptação dos filhos ao ambiente escolar. Muitos começam a adotar algumas táticas para evitar que, nos primeiros dias de aula, as crianças chorem, façam birra, se recusem a ir para o colo das professoras e peçam para voltar para casa.
“A ida para a escola geralmente representa o primeiro afastamento da criança do ambiente familiar. Por isso, é normal que meninos e meninas se sintam ansiosos, chorem e mesmo apresentem alguns probleminhas de saúde, como dor de barriga e febre baixa. Entretanto, os pais podem amenizar o sofrimento dos filhos adotando algumas atitudes e demonstrando segurança diante da nova situação”, comenta a psicóloga e educadora, Maria Cristina Montingelli.
Segundo ela, o processo de adaptação das crianças deve começar bem antes do início das aulas. Ainda nas férias, os pequenos alunos devem ser levados à escola para algumas visitas rápidas. Estas são importantes para que as crianças conheçam o novo ambiente e percebam que o lugar tem coisas boas a oferecer. No momento da compra de uniforme, mochila, lancheira e outros materiais, os pais devem permitir que os filhos participem das escolhas.
Nos primeiros dias de aula, os adultos, por mais angustiados que estejam, devem demonstrar segurança. Maria Cristina aconselha que, após entregar os filhos aos responsáveis pela instituição, os pais fiquem nas proximidades da escola, mas nunca dentro da sala de aula. “As crianças devem entender que a escola é um lugar delas e não dos pais.”
Dupla experiência
A artesã Clarissa Luporine Schünke já vivenciou a experiência do primeiro dia de aula com o filho mais velho, Diogo, de 4 anos. Agora, ela vai passar pela mesma situação com Gabriela, que tem um ano e sete meses e vai para a escola pela primeira vez nas próximas semanas. “Diogo levou alguns dias para se adaptar. No começo, ele chorava e eu saía da escola com o coração na mão, por mais que confiasse bastante na instituição. Agora, com Gabriela, as coisas devem se repetir. Ela vê o irmãozinho colocar o uniforme e ir para a escola, mas não sabe o que ele vai fazer lá. Por isso, acredito que ela também deve dar um pouco de trabalho, mas sei que com o tempo vai se acostumar”, afirma.
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15% dos deputados eleitos respondem a processo criminal
A cada sete deputados federais eleitos, pelo menos um responde a algum tipo de processo ou investigação criminal. A constatação foi feita por um levantamento do portal de notícias G1, da Rede Globo.
Segundo o portal, 15% dos deputados, que tomam posse nesta quinta-feira (1.º), têm a imagem abalada por acusações que vão desde infrações contra a administração pública, até tentativa de homicídio.
Ainda segundo o G1, dos 74 parlamentares eleitos que atualmente respondem à Justiça, seis são paranaenses: Abelardo Lupion (PFL), Alceni Guerra (PFL), Dilceu Sperafico (PP), Fernando Lúcio Giacobo (PL), Odílio Balbinoti (PMDB) e Ricardo Barros (PP).
Acusados reagem com naturalidade
Os deputados paranaenses citados pela reportagem do portal reagiram com naturalidade à divulgação do levantamento, procurando explicar sua situação.
“Isso faz parte. Encaro como um oportunismo esse tipo de divulgação na véspera da posse. Mas a reportagem é legítima”, comentou Ricardo Barros, lembrando que seu processo está suspenso. “Trata-se apenas de renegociação de dívida de imposto, o Refis. Quando eu terminar de pagar, o processo será encerrado”, destacou.
Abelardo Lupion lembrou que o STF é o foro para onde são encaminhados todos os processos contra deputados. “A Justiça existe para esclarecermos as dúvidas. Meu processo está lá e estou me defendendo. Já ganhei uma das ações e logo ganharei a outra”, respondeu.
Dilceu Sperafico ressaltou que não há nenhum processo contra ele. Que a investigação apontada pelo G1 é uma denúncia de 12 anos contra uma empresa de seus irmãos. “Nem sócio da empresa eu sou. Isso não tem nada a ver com minha vida política. São denúncias vazias de adversários políticos”, comentou.
Através de sua assessoria, Odílio Balbinoti informou que não tinha ciência de seu processo, que seus assessores jurídicos já haviam sido acionados.
Alceni Guerra e Giacobo não foram encontrados pela reportagem de O Estado, por estarem em trânsito para Brasília, onde tomam posse hoje. Ao site G1, Guerra disse estar sendo processado injustamente, alegando que quando soube da ilegalidade na licitação em Pato Branco tentou suspender a licitação, mas foi impedido por força de uma liminar concedida à empresa concorrente.
Giacobo também se justificou ao portal. Disse que a ação sobre cárcere privado já teve sentença e que ele foi julgado inocente. Quanto à outra acusação, ele argumentou que não se trata de sonegação de impostos, mas de não recolhimento de PIS e Cofins sobre as transações de veículos de sua empresa. “Esse processo está sobrestado (parado). Não recolhi os impostos, mas declarei que devia”, disse ao G1.

O Estado do Paraná http://www.parana-online.com.br

Câmara escolhe hoje seu presidente
A Câmara Federal escolhe hoje seu presidente para os próximos dois anos em meio a uma disputa que rachou a base governista e ameaça a formação de um bloco coeso em defesa dos interesses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A eleição marca também o rompimento do PC doB e do PSB com o PT, historicamente ligados, no confronto direto dos candidatos Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Qualquer que seja o vitorioso, o embate – decidido em votação secreta – deixará seqüelas para o Planalto administrar. O pior cenário, no entanto, seria a vitória, embora pouco provável, do terceiro candidato, Gustavo Fruet (PSDB-PR), de oposição.
Com o acirramento e as reviravoltas na disputa, a tendência é de que haja dois turnos hoje. Aliados do petista Arlindo Chinaglia (PT-SP) trabalhavam, até ontem à noite, por uma remota chance de vitória no primeiro turno, porém os outros dois candidatos contabilizavam votos suficientes para a disputa em dois turnos.
Coordenadores da campanha do petista avaliavam que uma segunda disputa com Aldo dificultaria a vitória de Chinaglia, por causa de um suposto “sentimento anti-PT” na Câmara. Na única vez em que o partido venceu uma disputa no voto secreto, em 2003 o petista João Paulo Cunha era candidato único a presidente.
No caso de segundo turno, o PSDB, partido de Fruet e com 64 deputados, será decisivo na disputa. O líder dos tucanos, Antonio Carlos Pannunzio (SP), adiantou que a bancada estará liberada para votar no candidato que quiser, caso Fruet fique fora da disputa. “Não há porque dividir o partido. O PSDB liberará a bancada”, afirmou Pannunzio. Chinaglia conta com o apoio formal do maior número de partidos, mas todos os concorrentes têm votos de dissidentes nas bancadas.
O ex-ministro e deputado Ciro Gomes (PSB-CE) foi categórico na previsão de que será impossível recompor plenamente a base: “Há feridas insuperáveis.” Ele avaliou que, no dia seguinte, os derrotados poderão até dizer que a questão está superada porque vão entender que não será o momento de dar o troco. “Mas não estará mais tudo bem”, concluiu.
Do mesmo partido do ex-ministro, o deputado Beto Albuquerque (RS) demonstrou preocupação com o uso da máquina do governo por petistas nas últimas horas antes da eleição. “Espero que o governo obedeça o presidente Lula e mantenha a neutralidade. Quem ganhou a eleição para a Presidência da República foi Lula, não o PT”, disse.
Blocos disputam a mesa da Câmara
Brasília (AE) – A disputa por cargos na cúpula da Câmara fez 16 dos 20 partidos formarem ontem três grandes blocos para lotear as 11 vagas disponíveis na chamada mesa diretora. O interesse das legendas era manter ou ampliar o espaço a que cada uma tem direito dentro da regra de respeito ao tamanho das bancadas. Quanto maior a bancada, melhores os cargos a que o partido tem direito. Por isso, dos 513 deputados, apenas 19 (3,7%) pertencem a legendas que não se associaram aos novos grupos.
O maior bloco tem oito partidos, todos da base do governo, com 273 deputados. É o maior bloco já formado no Legislativo. Estão reunidos nele PMDB, PT, PP, PR (partido formada pelo PL mais Prona), PTB, PSC, PTC e PTdoB. Reuniram-se também PSDB, PFL e PPS, somando 153 deputados. O terceiro bloco é formado por PSB, PDT, PCdoB, PAN e PMN, com 68 parlamentares.
Os próprios líderes dos partidos que se uniram reconhecem que os blocos têm prazo de validade. Assim que forem eleitos os integrantes da mesa diretora e os presidentes das comissões permanentes da Câmara, os dois maiores blocos serão desfeitos. Não chegarão a ter uma atuação parlamentar mais duradoura. As comissões deverão ser formadas até março. O ex-ministro e deputado eleito Ciro Gomes considerou fisiológica a união para obter cargos. “Se for apenas para buscar hoje, de maneira absurdamente fisiológica, este ou aquele carguinho na Câmara, é uma tragédia”, afirmou.
O líder do PSDB, Antônio Carlos Pannunzio (SP), classificou como “um desserviço à democracia” a formação de blocos partidários para garantir vagas da mesa, mas disse que foi a única forma de reagir à formação dos outros grupos. “Se queremos fortalecer a democracia, temos que fortalecer os partidos e nada mais natural do que respeitar a proporcionalidade da representação de cada um. Mas a partir do instante que a base do governo resolveu formar bloco, não nos restou outra alternativa”, disse Pannunzio.
O líder do PFL, Rodrigo Maia (RJ), foi claro: “O PFL fez bloco em defesa de sua vaga na mesa. É um bloco para garantir o que julgamos correto”, disse Maia. Sem o bloco, o PFL e o PSDB poderiam ficar sem titulares na mesa. O fator desencadeador da formação dos blocos na véspera da eleição da mesa diretora foi a associação do PSB, PCdoB e PDT com pequenos partidos. “A formação do bloco foi para dar o tombo em quem quis dar tombo na gente”, resumiu o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO).
Para o líder do PT, Henrique Fontana (RS), o megabloco foi um “ato de legítima defesa”. “É próprio dos blocos, vão durar até o Carnaval”, ironizou Chico Alencar (RJ), líder do PSOL, um dos poucos partidos a não entrar na divisão da Câmara.
Em uma clara demonstração da divisão da base governista, o vice-líder do governo Beto Albuquerque (PSB-RS), aliado de Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse que o bloco de socialistas, trabalhistas, comunistas e outros tem o objetivo de garantir “a formação do eixo de centro-esquerda desejado pelo presidente Lula”. “O PT fez um eixo de centro-direita na Câmara. É um direito dele, mas nós atendemos a expectativa do governo de ter um bloco político mais à esquerda no Parlamento”, insistiu o vice-líder.
Apelidado de “blocão”, a associação do PT com outros sete partidos, reúne as legendas que apóiam o petista Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara. No caso do segundo maior bloco, PSDB e PPS votam no candidato Gustavo Fruet (PSDB-PR) e PFL vota em Aldo Rebelo.

Nota 10 – Notícias da Educação http://www.nota10.com.br

PUCPR cria curso de doutorado em educação
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) está com inscrições abertas para doutorado em educação. O curso não atende apenas pedagogos. Profissionais de todas as áreas do conhecimento podem se inscrever nas aulas.
Segundo a diretora do programa de pós-graduação em Educação, Marilda Behrens, a variedade de profissionais gera uma riqueza de discussões muito grande para o curso. “Temos desde fisioterapeutas até advogados que estudam conosco”, disse.
O principal objetivo do curso é formar pesquisadores capazes de contribuir para a produção e a socialização dos conhecimentos sobre a história, as políticas, a teoria e a prática na formação de professores. Marilda afirma que o curso formará profissionais sintonizados com os problemas educacionais no Brasil. “Esse é nosso maior foco. Formar profissionais que critiquem a política na educação”, disse a diretora.
O currículo do curso é composto por 48 créditos, sendo 24 distribuídos em seminários, disciplinas e atividades programadas, 18 do Mestrado concluído e seis na Elaboração, Qualificação e Defesa de Tese. O processo seletivo será realizado em duas fases e as inscrições podem ser feitas na secretaria do Programa de Pós-Graduação em Educação.
O programa, que acaba de ser lançado, é um dos únicos do estado e organiza-se em uma área de concentração denominada Pensamento Educacional Brasileiro e Formação de Professores. Mais informações pelo telefone (41) 3271-1655.

O Estado de São Paulo http://www.estadao.com.br

Legislatura passada bateu recorde de investigados
Um quinto do Congresso está sob investigação ou responde a processo no STF
A 52ª legislatura, que se encerra nesta quinta-feira, deixa como maior marca o número recorde de parlamentares investigados por suspeitas de crime. O equivalente a um quinto do Congresso – pouco mais de uma centena – está sob investigação do Ministério Público Federal ou responde a processo criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). Nas duas legislaturas anteriores, o MP requereu inquéritos contra 32 parlamentares e pediu processo judicial contra 10.
Somando apenas os escândalos dos sanguessugas e do mensalão, 91 deputados e senadores foram investigados. Mesmo com tantos casos, apenas 4 dos parlamentares acabaram cassados e 6 renunciaram para escapar de possíveis punições.
Apesar da maior parte das investigações ter terminado em pizza, veio das urnas o castigo. Desde a eleição de 1994, que se seguiu após o escândalo dos anões do Orçamento, não se registrava um índice de renovação na Câmara tão alto.
Segundo dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), dos 513 deputados federais da legislatura que se encerra, 433 disputaram uma nova vaga. Foram reeleitos 269 (um índice de 52%).
Entraram para a Casa 244 novos deputados, índice de renovação de 47%. Só em 1994 esse índice foi maior: 54%. Em 2002, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito pela primeira vez, o índice de renovação foi de 46%. Em 1998, na reeleição de Fernando Henrique Cardoso, foi de 43%.
A maior prova de que o eleitor deu cartão vermelho aos suspeitos de desvios é o resultado das candidaturas dos envolvidos nos escândalos políticos. Dos 92 deputados acusados de participação no mensalão e nos sanguessugas, 63 concorreram à reeleição. Desse total, apenas 12 foram reconduzidos.

O Estado do Paraná http://www.parana-online.com.br

Deu chabu
Fábio Campana
André Vargas não será secretário de Requião. Desistiu. Em seu lugar assumirá Nelson Garcia, o representante dos tucanos de bico-vermelho.
O pomo da discórdia não abandona a moita. Émerson Nerone será o diretor-geral da Secretaria do Trabalho.
Vargas fica em Brasília, assume o mandato de deputado federal e se integra definitivamente à tropa de choque de Arlindo Chinaglia. Com grandes possibilidades de ser vice-líder do PT na Câmara, o que não é de somenos para quem está no primeiro mandato. Sem contar que conservará a presidência do diretório estadual.
Aqui, a turma do PMDB que se desmanchava em afetos por Geraldo Alckmin comemorou o recuo das negociações com André Vargas e levantou brindes ao champanhe para Nelson Garcia.
Mas, saibam todos que a desistência de Vargas não significa o afastamento do PT. O partido de Lula mantém postos importantes do governo Requião. A secretaria do Planejamento para Ênio Verri, a de Agricultura para Walter Bianchini e a de Ciência e Tecnologia para Ligia Puppato.
Ainda há mágoas e ressentimentos nesse troca-troca entre PT e PMDB. O vice Orlando Pessuti, por exemplo, não engole a perda de influência na Secretaria da Agricultura. A nomeação de um petista na área foi recebida como derrota pessoal.
O desembarque de Vargas foi tranqüilo. Requião conversou com ele ao telefone e ficou acertado que Vargas manterá boa relação com o governo estadual, inclusive no papel de deputado federal capaz de mobilizar mundos e fundos em Brasília.
Requião também conversou com Jorge Samek, que estava em Foz do Iguaçu, e com Gleisi Hoffmann, sempre ao telefone. O importante, concluíram, é manter sintonia e sincronia nas esquerdas nativas. O resto é problema que só vai aflorar dentro de um ano e meio, quando da definição de candidaturas às prefeituras municipais.
Esta briga pode virar guerra
Nos bastidores do governo há um confronto que pode virar guerra aberta. Uma funcionária graduada da Sanepar é alvo de críticas de Sérgio Botto de Lacerda, o procurador. Mas tem a defesa do secretário da Segurança, Luiz Fernando Delazari. A pendenga está na Casa Civil, na forma de inquérito.
De um apelido ninguém escapa
Ivo Mendes Lima, que foi presidente da Cohab-Curitiba quando Rafael Greca era prefeito da capital, parece destinado a ser chamado de “Ivo, o Breve”. Ganhou o apelido quando permaneceu por apenas 14 dias no posto de secretário nacional de Habitação no governo Collor. O apelido foi confirmado recentemente quando, convidado por Rafael Greca para atuar na Cohapar, caiu do posto dois dias antes de assumir.
No Abranches sobraram aplausos
Baixou o cabo eleitoral no prefeito Beto Richa durante o ato público que autorizava a criação da primeira escola municipal do Abranches. Ele falou de ética, da importância de políticos compromissados com o povo e de Gustavo Fruet. O discurso foi ovacionado pelos populares. Resta saber o motivo das palmas: Beto, Gustavo ou a tal da ética.
Asfalto made in Curitiba
Não passa de sexta-feira a construção da nova usina de asfalto de Curitiba. O maquinário pesado está vindo de carreta direto do Rio Grande do Sul. “As obras no sistema viário serão executadas mais rápido”, afirma Beto Richa. É bom mesmo. Nunca se viu tanta obra assim na cidade.
Inauguração com foguetes
O time do PMDB de Curitiba está tomando ansiolítico. Eles não vêem a hora da Prefeitura de Curitiba inaugurar o posto de saúde 24 horas da Cidade Industrial, a maior obra da Prefeitura para a região. O posto vai ganhar o nome do pai de Roberto Requião, Wallace de Melo e Silva. A obra foi construída com verbas do governo do Estado. O PMDB já encomendou os foguetes.
Onde Osmar Dias fez a festa
O deputado federal Moa

POR