Educadores de diversas regiões do estado discutem as relações entre racismo, gênero e educação.
\tNo último dia 15 de dezembro aconteceu no Clube do Professor em São José dos Pinhais/PR, reuniões do Coletivo Estadual de Promoção da Igualdade Racial e do Coletivo Estadual de Gênero e Classe da APP-Sindicato. Os coletivos realizaram avaliação das atividades realizadas em 2006 e planejaram as ações para o ano de 2007.
\tNa primeira parte da manhã, as(os) integrantes dos dois coletivos juntaram-se para conhecer e debater a Lei 11.340 – Maria da Penha*, assinada no dia 07 de agosto de 2006, que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. O tema foi apresentado por Terezinha Maria Mafioletti, professora do curso de Enfermagem da UFPR com atuação no Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência e também por Rosane Gil Kolotelo Wendpap, advogada da OAB e professora de Direito da Universidade Tuiuti do Paraná.
\tNa seqüência cada Coletivo debateu sua pauta específica preparando a intervenção para o próximo ano. Um dos pontos altos do evento foi o almoço de confraternização. O cardápio afro-brasileiro veio acompanhado de apresentação musical da cantora Raquel Santana e do músico Nelson Caron.
\tCerca de 50 educadoras e educadores participaram. Os relatórios das reuniões serão publicados no portal da APP-Sindicato, em breve.
* Maria da Penha Maia Fernandes protagonizou um caso simbólico de violência doméstica e familiar contra a mulher. Em 1983, por duas vezes, seu marido, Heredia Viveiros, tentou assassiná-la. Na primeira vez por arma de fogo e na segunda por eletrocussão e afogamento. As tentativas de homicídio resultaram em lesões irreversíveis à sua saúde, como paraplegia e outras seqüelas. Maria da Penha transformou dor em luta, tragédia em solidariedade. À sua luta e a de tantas outras devemos os avanços que pudemos obter nestes últimos vinte anos.