CUT quer mobilização por aumento no salário mínimo

Para o próximo mandato do presidente Lula, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), com as demais centrais sindicais do país, quer levar a sociedade para as ruas para defender salário mínimo de R$ 420, em 2006. No dia 29 deste mês, começam as mobilizações estaduais e no dia 6 de dezembro, uma grande marcha por aumento salarial será realizada em Brasília (DF).
Além do aumento, a CUT pede também reajuste de 7,7% no imposto de renda. Apesar dos aumentos ocorridos acima da inflação nos últimos anos, o salário mínimo ainda não consolidou um crescimento econômico e sustentável. Para isso, as centrais querem uma política de valorização permanente. É o que explica o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos. “Nós temos feito críticas pontuais com relação à política macro-econômica, principalmente em relação ao patamar elevado de superávit primário (economia de investimentos que o país faz para pagar a dívida pública). Na nossa opinião deveria ter um a flexibilização sem levar em conta a necessidade de um equilíbrio fiscal, mas fazendo efetivamente um debate com a sociedade a respeito das prioridades de investimentos”.
Outro ponto seria a redução da taxa de juros vigente no país, que segundo o presidente da CUT, os níveis atuais desfavorecem o crescimento econômico do país. “Os juros, apesar da tendência de queda que vem se acentuando nos últimos meses, continuam com taxa bastante elevada em comparação com outros países do mundo, que não favorece o desenvolvimento econômico e sustentável à médio e longo prazo.”
O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), irá elaborar proposta de mudança da tabela do Imposto de Renda, até o dia 27, para apreciação das centrais. Se for aprovada, a proposta será entregue ao Governo Federal e ao Congresso Nacional no mesmo dia da marcha.

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