CNTE editorial: votar pela educação pública

Em meio a toda essa crise política, nós, trabalhadores em educação não nos furtamos da obrigação de refletir e opinar a respeito de um tema tão caro à democracia e de tanta importância para a vida de cada brasileiro e brasileira: as eleições.
Na qualidade de formadora de opinião – quantos eleitores, filhos de eleitores e futuros eleitores estão diariamente nas escolas sob a tutela dos educadores? – a categoria está pronta para ocupar seu espaço social e discutir os principais temas que envolvem a melhoria das condições de vida de nosso povo.
E, desde já, assumimos o compromisso com a ética e a cidadania. Votar é mais que direito ou dever: é a máxima expressão de nossa voz sobre o que almejamos para o bem coletivo e individual.
Com relação à educação, em particular, precisamos ter a exata noção dos projetos postos em debate pelos candidatos a governadores, pois são eles que administrarão a maior parte dos orçamentos da educação básica e determinarão que políticas educacionais serão priorizadas, como a formação e a valorização profissionais, as melhorias na infra-estrutura, a condução dos projetos pedagógicos, a emancipação escolar, através da gestão democrática, enfim, de tudo que envolve o dia-a-dia da escola.
Já em termos nacionais, estaremos atentos a projetos emancipadores que visem resgatar a dívida social do Brasil.
Os candidatos a presidente e ao parlamento nacional (deputados e senadores), precisam estar sintonizados com os anseios do povo, dentre os quais, o de não tornar a educação uma mercadoria – como pretende a Organização Mundial do Comércio – o de constituir um sistema nacional de educação, a fim de melhorar as condições das escolas, dos estudantes, da qualidade do ensino e da valorização profissional; e o de aumentar o financiamento para a educação, tornando possível essas melhorias.
O Fundeb ainda não foi votado pelo Congresso, embora todos saibamos o quão é importante para a educação.
Esse tipo de postura não toleraremos em nossos candidatos!

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