Que o governo Requião cortou as liberações de oito dirigentes sindicais não é novidade. Com isto, além do trabalho que esses diretores da APP-Sindicato realizam diariamente na entidade, pela categoria, eles têm que ministrar até 40 horas-aula semanais.
Para combinar as duas tarefas, os dirigentes lotados no interior do Estado solicitaram a remoção de seus postos de trabalho para Curitiba. O governo não deu resposta, é claro, pois sua intenção é dificultar ao máximo o trabalho sindical. Por isto, eles foram à Justiça e dois deles já obtiveram liminar favorável.
Com isto, enquanto não é dado um basta à perseguição do governo à APP-Sindicato, o secretário de Imprensa da (também na coordenação geral da entidade), professor Luiz Carlos Paixão da Rocha, não precisará se deslocar semanalmente de Londrina a Curitiba. Da mesma forma, o secretário de Municipais Edilson de Paula pode transferir seu padrão de Marialva.
É direito dos trabalhadores elegerem democraticamente os dirigentes do seu sindicato e, entre os eleitos, definir quem são liberados para o trabalho sindical, para trabalhar na entidade em favor da categoria. Abusando do seu poder, o governo Requião decidiu cortar as liberações e os salários de diretores da APP-Sindicato.