Assembléia da APP define mobilizações

Logo depois da conferência, a APP realizou assembléia estadual para tratar da agenda de mobilizações dos educadores durante o mês de agosto.
A agenda foi discutida e aprovada dia 21 de julho pelo Conselho Estadual da APP.
Antes da assembléia iniciar a discussão da sua pauta, dois líderes da comunidade mulçumana do Paraná foram convidados pela direção da APP-Sindicato a participar da mesa.

Foram expor o drama vivido pelas comunidades libanesa e palestina com os violentos ataques desferidos por Israel.

Estiveram presentes Jomol Oumairi, vice-presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, e Sheik Mohamad Khalil, Líder Religioso e Espiritual da Comunidade Mulçumana do Paraná.
Humilhação e tentativa de aniquilação destes povos, assim sintetizou o Sheik Mohamad Khalil sobre a política de Israel e Estados Unidos em relação ao Oriente Médio, ao povo palestino e libanês.
Os Estados Unidos foram acidamente criticados. A secretária de Estado dos EUA foi apontada como pessoa extremamente desumana, impiedosa.

Ele pediu solidariedade ao povo palestino e libanês. Disse que está ocorrendo um massacre e isto precisa parar imediatamente.
Logo depois da exposição da tragédia libanesa e palestina, os educadores aprovaram a agenda de mobilização cujo objetivo é pressionar o Governo do Estado a atender as reivindicações da categoria: equiparação salarial dos professores aos dos agentes profissionais do Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE) e implantação de plano de carreira específico para os funcionários de escolas.
A primeira tarefa foi cumprida neste final de semana, com a sistematização e aprovação de propostas para a educação pública no próximo Governo e publicação da Carta da Conferência, com o retrato da situação das escolas públicas estaduais e dos seus profissionais, além da realização de assembléia estadual para tratar da seqüência da luta da educação.
Dia 21 de agosto, a APP-Sindicato vai saber o que cada candidato ao Governo do Estado propõe para a educação pública. Ela organiza debate no shopping Batel, no Teatro Fernanda Montenegro.
E no dia 30 de agosto, como acontece a cada ano desde 1988, quando Álvaro Dias mandou bater nos professores, acontece manifestação estadual em Curitiba para denunciar as perseguições do Governo Requião aos diretores do sindicato e a sua recusa em atender a pauta de reivindicações da educação.
Além disso, a categoria ficará em estado de alerta.
Como o governador Roberto Requião vetou os projetos da equiparação salarial e do plano de carreira dos funcionários, a categoria buscará junto aos deputados estaduais a derrubada dos vetos.
Caso o governador insista em não atender as reivindicações, a categoria vai avaliar outras formas de mobilização e pressão.
A greve não está descartada, pode entrar na ordem do dia.

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