Entidades sindicais e populares realizaram no final de sexta-feira, dia 4, uma manifestação em defesa da liberdade sindical. Dois casos de perseguição de governos a sindicatos foram denunciados à população de Curitiba, no ato ocorrido na Boca Maldita.
Um deles diz respeito à truculência do prefeito Silvio Barros (PP) de Maringá, que tenta criminalizar a direção do Sismmar por causa da greve realizada em junho. O outro é a perseguição do governador Requião (PMDB) contra a APP-Sindicato.
A secretária educacional da APP-Sindicato Marlei Fernandes de Carvalho relatou as formas como o governo vem agredindo a entidade, com processos administrativos e o corte de liberações de dirigentes sindicais.
A trabalhadora da saúde pública Graziela Sternheim lembrou que no ano passado o SindSaúde passou por situação semelhante pelas lutas que realizou na defesa dos direitos da categoria.
Representando a CNTE, Raquel Guisoni ressaltou que a liberdade sindical no Brasil foi conquistada com muita luta e muito sangue e “não podemos mais aceitar governantes que não sabem como agir senão usando métodos ditatoriais”.
Os servidores municipais de Maringá viveram no dia 29 de junho o mesmo que os professores estaduais passaram em 30 de agosto de 1988. Uma manifestação da categoria foi violentamente reprimida. Entidade de direitos humanos denuncia que seguranças da Prefeitura cometeram atos de vandalismo e o prefeito tenta imputar a culpa nos trabalhadores. Procura também jogar os trabalhadores contra seu próprio sindicato.