Quem quiser entender melhor porque o governador Requião persegue a APP-Sindicato, uma notícia publicada no jornal Folha de Londrina em 12 de julho dá boas dicas.
A matéria da jornalista Andréa Bordinhão mostra que sindicatos da Força Sindical, CGT-PR e NCST serão comitês eleitorais do candidato Requião à reeleição ao governo do Estado.
O governador sonhava em ter a APP-Sindicato nesta relação. No início do mandato, realizou negociações sobre o Plano de Carreira dos Professores imaginando que teria a categoria nas suas mãos.
Enganou-se, porque a APP-Sindicato valoriza a sua independência em relação ao governo. A direção da entidade continuou a organizar a categoria para avançar além do que prevê o Plano de Carreira e também para conquistar o Plano de Carreira dos Funcionários, que nunca saiu do papel.
Primeiro, o governo tentou interferir em favor da oposição nas eleições. Depois, criou a Ceduc/Seed (Comissão de Educadores), para tentar afirmar este organismo da Secretaria da Educação como interlocutor da categoria. Abriu processos administrativos contra dirigentes e liderança de base da categoria devido à manifestação realizada em dezembro em favor dos direitos dos servidores demitidos. Por fim, cortou a liberação de oito dirigentes sindicais e os ameaça de demissão.
O governo queria que a APP-Sindicato fosse um sindicato dócil, submisso às vontades do governador, como essas entidades que se sujeitam a se transformar em comitês eleitorais.
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