Sociologia e Filosofia serão obrigatórias no país

Após a luta nacional de dez anos o Conselho Nacional de Educação, por meio de sua Câmara de Ensino Básico (CEB/CNE), aprovou a resolução que obriga o ensino das disciplinas de Sociologia e Filosofia em todas as 23 mil escolas de Ensino Médio do país.
Os doze conselheiros foram unânimes a favor das disciplinas e acabaram aplaudidos por mais de cinco minutos. Depois, todos ficaram em pé pela histórica e estratégica decisão tomada. Mais de 200 professores e estudantes se fizeram presentes, além da CONTEE, CNTE, a UBES.
O relator principal da proposta foi o sociólogo César Calegari, que teve o apoio de Adeum Sauer e do ex-ministro da Educação Murílio Híngel (gestão Itamar Franco). O ministro da Educação Fernando Haddad vai sancionar nos próximos dias.
Os estados terão um ano para se adaptar e aplicar a resolução, que agora vale para todos. Não é mais optativo. É para valer e tem que ser cumprida.

Na avaliação do titular da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), Francisco das Chagas, a medida vai ampliar o número de vagas para profissionais de filosofia e sociologia. “A falta de professores em algumas situações também vai se adequar porque, com o ensino obrigatório das duas disciplinas, os cursos de graduação formarão mais profissionais para atuar no setor”, disse.
Para o professor de filosofia Aldo Santos, de São Paulo, a decisão deverá promover uma mudança na estratégia educacional que desenvolve o pensamento, a reflexão e a ação dos estudantes. “Agora, o jovem vai entender o seu papel na história e saber que ele pode ser um agente transformador na sociedade”, analisou.

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