CMS debate projeto alternativo com a sociedade

A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) realizou na quarta-feira, 28, manifestações e atos políticos para divulgar o “Projeto Brasil”, que tem como um dos principais pontos, a luta pela integração soberana e solidária entre os povos latinos e sul-americanos.
A CMS congrega organizações sindicais e populares, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). As mobilizações aconteceram em 10 capitais do país. Em Curitiba, a atividade aconteceu por volta das 12h, na Boca Maldita, tradicional local de manifestações em Curitiba.
De acordo com Antonio Carlos Spis, da secretaria de finanças da CUT, “o objetivo dos movimentos ainda não era apresentar o projeto ao governo, e sim à população”. “É um projeto construído a muitas mãos e que tem como principal objetivo a modificação da política econômica para garantir aportes seguros em políticas sociais na questão da terra, da moradia, do emprego, da saúde, educação e de outras coisas que a sociedade brasileira é tão carente”, afirma o sindicalista.
Um dos pontos de destaque do Projeto Brasil diz respeito à anulação da privatização da Companhia Vale do Rio Doce. A campanha que prevê a reestatização da empresa foi iniciada em janeiro deste ano, a partir da decisão do Tribunal de Brasília de rever o processo de venda da Vale, leiloada em 1994. “Aproveitamos para coletar assinaturas das pessoas que passavam pelo local do ato para entregar aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”, enfatizou Waldemar Simão Júnior, membro da CMS-PR.
A Reforma Urbana também foi abordada durante a manifestação, em Curitiba. Segundo Hilma de Lourdes de Santos, da Frente Nacional pela Reforma Urbana, “as grandes favelas são resultado de anos de política voltada aos interesses do capital, em detrimento das camadas mais pobres da sociedade. Portanto, a Reforma Urbana não deve ser apenas concessão de moradias, mas tem que vir acompanhada de saneamento, educação, lazer e toda estrutura necessária para uma vida digna”.

Fonte: Agência de Notícias do Planalto e CUT-PR

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