O presidente licenciado da APP-Sindicato, José Lemos, e mais três dirigentes da entidade estão sendo interrogados hoje, sexta-feira, na Secretaria de Educação. O governo do Estado instaurou Processo Administrativo alegando abandono de emprego pelos dirigentes sindicais legitimamente eleitos pela categoria. O secretário determinou a volta dos dirigentes para as salas e o corte dos seus vencimentos, sem levar em consideração que o caso aguarda decisão da Justiça. Os depoimentos serão às 14h, na Seed.
O tratamento que o governo dispensa à APP não é o mesmo que está dando aos demais sindicatos de servidores e outros servidores liberados para atuação sindical. Em 59 anos de história, os dirigentes da APP-Sindictao não foram tão perseguidos, nem mesmo durante Ditadura Militar. Estão respondendo Processo Administrativo, além do professor Lemos, os professores Luiz Carlos Paixão, Maria do Carmo Mendes, Valdivino de Moraes, Edílson de Paula, Marlei Fernandes, Elide Bueno e Sérgio Marson.
A APP discute na Justiça os direitos dos seus dirigentes. O secretário de Educação instaurou este processo “por desobediência”, devido aos dirigentes terem deixado de atender à uma determinação da Seed e não retornado às salas de aula e por falta ao trabalho sem causa justificada.
A APP-Sindicato entende que os seus dirigentes não deixaram de atender a uma determinação do secretário e sim levaram à apreciação do Judiciário o tema, pois consideram a não liberação inconstitucional. Além disso, os dirigentes não estão faltando ao trabalho. Estão desempenhando suas funções no Sindicato e, mês a mês, a APP encaminha à Seed o boletim de freqüência dos dirigentes, sendo que a secretaria os tem recebido normalmente.