Adital – Um milhão de estudantes estão paralisados por uma profunda reforma da educação. À mobilização, que convocou 600 mil estudantes secundaristas e 300 mil universitários, também se juntaram os professores. Segundo informações da imprensa, a mobilização não inclui marchas nem mobilizações de rua, mas sim jornadas de reflexão e assembléias nos colégios.
Os estudantes secundaristas lutam pela reforma da Lei Orgânica Constitucional de Ensino (LOCE), imposta pela ditadura de Augusto Pinochet, e da jornada escolar completa, assim como pela gratuidade das provas de seleção universitária e do transporte público. O governo anunciou, na semana passada, uma série de medidas que cumprem a maioria das demandas, mas os estudantes insistiram que continuarão sua mobilização até que se forme a comissão para reformar a questionada lei estudantil, instância na qual exigem participar.
Os estudantes denunciam em um comunicado que há três pontos de mentira, ou seja, três pontos de suposta campanha orquestrada pelos meios de comunicação e o governo. Eles afirmam que a declaração que as demandas principais do conflito são as econômicas, por exemplo a demanda de passagem escolar grátis como “pedra de tope” é totalmente falsa. A demanda principal é estrutural, a formulação de uma nova LOCE com a participação de todos os atores da educação. Sobre a passagem, a demanda nunca foi essa, mas sim a de que se ajudasse aos al 20% mais pobres da população com a passagem. O racha do movimento também seria absolutamente falso. Ademais o movimento não estaria propondo a violência e nem é dirigido pelo FPMR.
Por outro lado há três demandas que os meios estariam ocultando. São elas: LOCE: se pede uma mesa de trabalho com os distintos atores sociais da educação para uma nova lei; municipalização: a responsabilidade deve ser do Estado, tanto em assumir dita responsabilidade, como em reparar os danos deixados por esta (65% da população deseja o fim da municipalização, segundo La Tercera); Jornada Escolar Completa: deve fazer-se uma revisão completa de dita reforma com os conselhos escolares, uma que seja de caráter resolutivo.