Professores e funcionários de escolas representando os Núcleos Sindicais de todo o Estado estão em vigília em frente ao Palácio Iguaçu, desde as 13h desta terça-feira. Eles permanecerão no local até as 13h desta quinta-feira, 1º de junho, data-base de reajuste dos funcionários públicos do Paraná.
A categoria reivindica a equiparação dos salários dos professores com os agentes profissionais e a aprovação do Plano de Carreira dos funcionários vinculado à Educação, através da aprovação dos Projetos de Lei 149 e 150/06, pela Assembléia Legislativa, e a posterior sanção do governador. As primeiras horas da vigília foram marcadas por discussões sobre o andamento das negociações com o governo do Estado e a expectativa dos manifestantes.
Representando o município de Rio Azul, a professora Maria Aparecida Zem e a funcionária de escola Maria Inês da Silva, se mostraram bastante otimistas. “esperamos que o governador venha nos atender e faça um acordo para melhor a Educação”, disse a professora, lembrando que a paralisação do dia 28 de março teve 100% de adesão em Rio Azul. A funcionária Maria Inês também está entusiasmada com a mobilização. Para ela, a grande esperança está na aprovação do Plano de Carreira dos Funcionários. “Com certeza este plano vai melhorar nossa situação”, acredita ela.
“O governo está se aproveitando de uma situação eleitoral, pressionando a sua bancada a votar contra os projetos da Educação na Assembléia Legislativa. Ele está impedindo a Educação de evoluir”. Esta é a avaliação do professor Afonso H. Von Meien, do Colégio Estadual do Paraná. O professor diz que atualmente a educação está sendo nivelada por baixo. “É difícil para um professor, com o salário que ganha atualmente, manter as necessidades básicas de uma família e ainda investir na sua evolução intelectual”. Como comprar livros e fazer cursos, por exemplo, com este salário? Pergunta ele.
A aposentada Mara Nei Cavasin, de Cianorte, participa da vigília com a expectativa de que a situação salarial da categoria evolua de alguma forma. “Espero que o auxílio do vale-transporte seja incorporado aos salários, para que os aposentados possam ser beneficiados.”
As professoras Ruth Rosato e Cataria Luzia Toth, do Colégio Estadual Domingos Zanlorenzi, de Curitiba, prometem se revezar para poder estar presente à vigília na maior parte do tempo. “Embora a luta seja difícil, não podemos desanimar, pois qualquer desânimo fortalece os que não querem a nossa evolução”, diz a professora Ruth.
Também com o objetivo de fortalecer a luta da categoria, o grupo de aposentadas do Núcleo Sindical Curitiba Norte esteve presente à vigília na tarde desta terça-feira. O grupo de artesanato transferiu a reunião que normalmente acontece na sede do Núcleo, para a frente do Palácio Iguaçu. Nesta quarta-feira o grupo promoverá palestra sobre qualidade de vida e bem-estar.