Professoras de escolas de 1ª a 4ª querem respeito

Professoras de turmas de 1ª a 4ª séries de escolas estaduais de Curitiba reuniram-se na tarde de 18 de maio, no Núcleo Sindical Curitiba Norte, para debater a sua realidade. Cerca de 15 escolas da região norte da capital enviaram representantes, que relataram a difícil situação enfrentada por elas.
Os problemas relatados vão das salas superlotadas, do atraso no pagamento e os baixos salários, até à política do governo de acabar com a oferta do ensino de 1ª a 4ª. A maioria das professoras são contratadas pelo PSS.
Os dirigentes sindicais informaram as professoras sobre as lutas da APP-Sindicato para limitar os alunos por sala de aula, por concurso público e para mudar a Lei 108/05 (do PSS), para que o pagamento seja feito pela maior habilitação. Percebendo que os problemas são comuns e todas devem fazer parte da mesma luta, as professoras decidiram mobilizar suas escolas na Marcha Pela Educação.
Hoje, a maioria das professoras de 1ª a 4ª têm contratos precarizados. Muitas eram celetistas. Foram demitidas no ano passado e recontratadas pelo PSS. Têm salário base de R$ 360 pela jornada de 20 horas, independente se completou curso superior e se tem especialização. Este valor está abaixo do salário mínimo regional.

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