Governo tenta novamente confundir a categoria

Durante a Assembléia Geral da APP-Sindicato, o governo incumbiu um sujeito desconhecido de distribuir panfleto calunioso contra o sindicato, afirmando que a entidade teria mentido sobre a isonomia e aumento salarial dos professores de Alagoas. O panfleto também está sendo apresentado na TV Educativa. Entretanto, quem mente é o governo. A APP reafirma que no estado alagoano a categoria conquistou, sim, um salário inicial de R$ 2.030,00, para os profissionais com nível superior, a exemplo das outras categorias funcionais do Estado, também com nível superior.

O professor alagoano, Diretor Jurídico da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e presidente do Conselho Estadual do Fundef, Milton Canuto, explica que a partir de dezembro, quando todos os reajustes parcelados estiverem incorporados aos salários, o piso inicial do professor, por 40 horas de trabalho será de R$ 2.030,00. Este valor será para os professores com tempo de serviço de um mês até cinco anos. Para os que têm de 5 a 10 anos de serviço, salário sobe para R$ 2.150,99. Para quem tem tempo de serviço de 10 a 15 anos, o valor dos rendimentos ficará em R$ 2.280,05. Acima de 15 anos, o final de carreira, o valor sobe para R$ 3.030,00.
O governo do Paraná tenta confundir a categoria, pois quer impedir que professores e funcionários se unam para conseguir a isonomia. O governo quer que todos acreditem que o Estado “já deu tudo o que os professores mereciam” e não lutem por melhores condições.
Mas é preciso fazer a comparação. Hoje, no Paraná, o piso inicial de um professor com nível superior é de R$ 1.030,00 por 40 horas semanais, sendo que o maior valor alcançado no final de carreira, com nível superior, é de R$ 1.677,76, também por 40 horas. Somente quem tem especialização em educação e ainda leciona 40 horas por semana, ao final da carreira é que consegue chegar a R$ 2.096,00. A estes valores são acrescidos R$ 300,48 de auxílio-transporte.
A conquista dos professores alagoanos foi sacramentada no começo de abril, numa negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), a Assembléia Legislativa e o Governo do Estado. Os salários dos professores em início de carreira (R$ 550) passarão para R$ 2.030,00, com pagamento em duas parcelas, nos meses de outubro e dezembro.
A presidente do Sinteal, Girlene Lázaro, destaca que a equiparação garante aos educadores alagoanos o maior piso salarial do País pago entre as redes estaduais de ensino. “Foi uma conquista da categoria. Ela se manteve unida nesta luta difícil. Passamos momentos de desespero, mas que valeu a pena, porque mostrou nossa força e agora temos o respeito que tanto desejávamos”, disse.

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