Assembléia define Marcha pela Educação

A assembléia da APP-Sindicato realizada na manhã de sábado, 13 de maio, no Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, definiu novos passos da mobilização dos trabalhadores da Educação na luta por seus direitos. Foi aprovado um calendário de mobilizações para catalisar o alto grau de insatisfação observado no interior das escolas.
O movimento começa em 22 de maio e deve atingir seu ponto máximo em 30 de agosto, dia de luta e de luto tos trabalhadores da Educação. Embora a categoria não tenha decidido pela greve, esta possibilidade pode se tornar necessária se o governo mantiver sua posição truculenta e de intransigência com professores e funcionários.
As principais atividade de mobilização dos educadores serão a Marcha pela Educação e a vigília de 48 horas pela aprovação dos projetos de Lei 149/06 e 150/06, que tramitam na Assembléia Legislativa e tratam das duas principais reivindicações da categoria. Um projeto propõe a equiparação salarial dos professores com os agentes profissionais e o outro cria o Plano de Carreira dos Funcionários, respectivamente.
Professores e funcionários das escolas colocarão em marcha o estandarte da APP-Sindicato, a partir de 22 de maio, para percorrer as escolas de todo o Estado, promovendo o debate educacional nas comunidades escolares. Esta atividade termina em 14 de junho, quando ocorrerão atos públicos na frente dos Núcleos Regionais da Educação.
No dia seguinte, 15 de junho, partirá de Ponta Grossa a Marcha Pela Educação. Uma caminhada que chegará em Curitiba a 20 de junho, quando haverá com mobilização estadual. A saída da marcha será no feriado de Corpus Christi, logo após uma celebração ecumênica. Um dia antes dos marchantes alcançarem a capital, 19 de junho, as aulas serão reduzidas para 30 minutos, com debates nas escolas.
A vigília pela aprovação dos projetos de lei da equiparação salarial aos professores e do Plano de Carreira dos Funcionários será de 48 horas. Terá início às 13 horas de 30 de maio e será encerrada às 13 horas de 1º de junho, data-base de reajuste dos servidores públicos estaduais.
Em junho e julho a APP-Sindicato também realizará as Conferências Regionais de Educação, para debater a realidade da Educação no Estado e elaborar propostas para o próximo governo do Paraná. O teor dos debates será finalizado e sistematizado na Conferência Estadual de Educação, programada para os dias 4 e 5 de agosto. A avaliação e as propostas serão apresentadas aos candidatos ao governo em debate que a entidade realizará também em agosto.
A assembléia transcorreu de forma tranquila, sem nenhum acontecimento que perturbasse o bom nível dos debates. Apenas dois incidentes periféricos tentaram quebrar andamento dos trabalhos, sem maiores conseqüências. Um sujeito desconhecido distribuiu panfleto calunioso contra a APP-Sindicato, mas saiu rápido sem ser molestado. Logo em seguida, a plenária começou a manifestar-se contra a TV Educativa, devido à manipulação de imagens e distorção de fatos que a emissora do governo fez contra a categoria em situações anteriores. Sob as vaias, os profissionais de filmagem consideraram melhor se retirar. Depois esta mesma equipe foi vista tomando depoimentos de professores ligados ao partido do governo, que haviam permanecido o tempo inteiro do lado de fora do auditório do Colégio Estadual do Paraná.

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