Dr. Rosinha condena prática anti-sindical

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) criticou nesta quinta-feira (27/4), em pronunciamento na Câmara dos Deputados, as ações tomadas pelo governador Roberto Requião (PMDB) contra a APP-Sindicato, entidade que representa os professores e os funcionários estaduais da área da educação.

Nos últimos dias, Requião tentou revogar a liberação de dois terços dos dirigentes da APP. Além disso, tem incentivado a formação de ‘comissões paralelas’ para negociar supostamente em nome da categoria.

‘Trata-se, visivelmente, de uma prática anti-sindical’, sentencia Dr. Rosinha. ‘Essa postura do governador contra o maior sindicato do Paraná é um golpe condenável sob todos os aspectos.’

Como não bastasse, o governo estadual também abriu uma série de processos administrativos contra dirigentes da APP em decorrência da ocupação do prédio da Secretaria de Estado da Educação, no fim do ano passado.

Aniversário – A APP-Sindicato comemora esta semana 59 anos de fundação. Criada por um grupo de professores em 26 de abril de 1947, a entidade tem hoje mais de 50 mil filiados em todas as regiões do Estado.

Em 1989, após a promulgação da atual Constituição, que permitiu a formação de sindicatos no serviço público, a então Associação dos Professores do Paraná transformou-se em sindicato. Há dez anos, a categoria dos professores uniu-se à dos funcionários de escolas para formar o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná.

‘Por suas conquistas e por ser uma entidade de luta em defesa da escola pública, a APP merece os nossos parabéns’, afirma Dr. Rosinha. ‘A APP-Sindicato é formada por educadores que consideram a educação como um processo de libertação das pessoas.’

Nepotismo – Dr. Rosinha também voltou a comentar a rejeição, pela Assembléia Legislativa, da proposta que proibia o nepotismo no Paraná. A emenda foi rejeitada graças a 15 votos contrários e a 9 ausências. Apenas 29 dos 54 deputados votaram a favor da emenda -eram necessários 33 votos.

‘Todos os parlamentares que se ausentaram ou votaram contra o projeto sabiam que, numa mesma legislatura, não se vota duas vezes o mesmo tema’, observa Dr. Rosinha.

Conforme a legislação atualmente em vigor no país, as demais emendas que tratam do nepotismo -entre elas uma recém-enviada pelo governador Requião- poderão ser analisadas somente em 2007.

‘Criticar a proposta do Tadeu Veneri pelo fato de não atingir o nepotismo cruzado também não passa de uma desculpa esfarrapada’, complementa Dr. Rosinha. ‘Se os deputados governistas quisessem ampliar o alcance do projeto, bastaria ter apresentado uma emenda à proposta original.’

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