Nota do governo tenta confundir a opinião pública

O governo do Estado emitiu nota pública no dia 28 de março, dia estadual de paralisação dos professores e funcionários das escolas públicas, condenando o comunicado da APP à população de Curitiba e Região metropolitana veiculado em três emissoras de rádios e uma emissora de televisão. Segundo o Secretário de Educação, a APP “estaria ultrapassando os limites concebíveis da ética e denegrindo a imagem dos professores”.
Mais uma vez, ao invés de estabelecer um debate sobre as reivindicações efetuadas pela categoria, o Secretário preferiu desviar o foco atacando a legitimidade do sindicato.
Estranhamos a “indignação” do Secretário. O comunicado veiculado por três vezes na TV informa à população que os educadores não trabalhariam no dia 28 de agosto, visto a decisão da Assembléia Estadual da categoria realizada no dia 18 de março. De forma responsável, a fim de evitar aborrecimentos para a população, tanto o sindicato, como diversas escolas comunicaram aos pais e estudantes a paralisação do dia 28. Este é um procedimento normal, ético e realizado há muito tempo pelos educadores.
Por tanto, é preciso elogiar as diversas escolas que de maneira responsável comunicaram à sua comunidade escolar a ausência de aulas no dia 28. Como por exemplo, a escola Júlia Vanderley, citada na Nota do governo do Estado.
Possivelmente, o Senhor Secretário não tenha conhecimento. Mas o termo denegrir traz em seu bojo uma conotação de origem preconceituosa.

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