Educadores mostram união em torno da APP-Sindicato

Profesores e funcionários das escolas públicas estaduais de todo o Paraná provaram nesta terça-feira, dia 28, que estão unidos em torno da APP-Sindicato na luta por seus direitos. A categoria paralisou as atividades em cerca de 80% das escolas e realizou diversos protestos regionais. A grande mobilização foi em Curitiba, onde os educadores mostraram que também participam da luta por um mundo melhor.
O centro de Curitiba parou pela manhã, com as manifestações e caminhadas que ocorreram pelas ruas da cidade. Além dos 10 mil professores e funcionários de escolas que atenderam à convocação da APP-Sindicato, mais de seis mil trabalhadores rurais sem terra e trabalhadores urbanos de outras categorias se concentraram na Praça Santos Andrade.
Os educadores compareceram para defender suas bandeiras de luta e se aliaram aos demais trabalhadores no protesto contra a OMC (Organização Mundial do Comércio), num momento em que Curitiba sedia a Conferência da Biodiversidade, da ONU (COP8). A OMC representa hoje a investida das empresas transnacionais para privatizar serviços públicos, como educação e saúde, e bens da humanidade, como a água e a biodiversidade.
O ato contra a OMC foi convocado pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Via Campesina, Rede de Integração dos Povos (Rebrip) e Marcha Mundial de Mulheres (MMM).
Eram aproximadamente dez e meia quando os professores e funcionários saíram em caminhada por ruas centrais de Curitiba. Os demais trabalhadores se perfilaram logo atrás formando uma marcha de vários quilômetros.
Na esquina das marechais, os educadores rumaram ao Centro Cívico. Os demais seguiram até a Desembargador Westphalen e para se dirigirem ao Centro de Convenções do Shopping Estação, onde ocorre a 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP8).
No Centro Cívico, os educadores permaneceram para esperar os resultados das negociações, acompanharam audiência pública da Comissão de Educação e a votação do projeto que proíbe o nepotismo no serviço público paranaense.

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