Cerca de 90% das escolas paranaenses aderiram à mobilização promovida pela APP-Sindicato, com a redução de cada aula para 30 minutos, em 22 de março. É o que indica o levantamento preliminar elaborado por 16 dos 29 Núcleos Sindicais que fazem parte da APP-Sindicato. A participação foi ainda maior que na mobilização similar realizada em 14 de março, quando o movimento alcançou aproximadamente 80% das escolas.
Nas maiores cidades a participação desta quarta-feira superou a expectativa. Em Londrina, por exemplo, em 138 escolas da região a adesão foi total e em oito, parcial. Na região de Cascavel, só não pararam as escolas de Três Barras.No Núcleo Sindical Curitiba Norte, mais de 90% das escolas fizeram protesto. Em Maringá o índice alcançou 80%. Em Foz do Iguaçu chegou a 96%.
A grande adesão à mobilização mostra que as lutas desenvolvidas pela APP-Sindicato estão em sintonia com as reivindicações dos professores e dos funcionários das escolas públicas. Revela também que a paralisação marcada para o dia 28 de março será forte em todo o Estado, assim como a caminhada que ocorrerá na manhã da próxima terça-feira em Curitiba, que sairá da Praça Santos Andrade rumo ao Palácio Iguaçu.
Está na hora do governo perceber que o movimento dos trabalhadores da Educação do Paraná é muito maior que a direção sindical. Esta é uma categoria que tem história de lutas, independente de quem está no governo. A greve de 1978 é um bom exemplo. Ocorreu porque a base desafiou o regime militar e a diretoria da APP, que ainda era a Associação dos Professores do Paraná. Portanto, se estiver realmente preocupado com a Educação e os educadores, o governo deve abrir negociações de fato com a atual direção da APP-Sindicato, que quem tem toda a legitimidade para defender os professores e funcionários das escolas na luta por seus direitos.