Comunidade protesta contra escola superlotada

Pais, alunos, professores e funcionários do Colégio Estadual Professora Iara Bergmann, no bairro Sítio Cercado, Sul de Curitiba, voltaram a protestar na manhã de quarta-feira, 22 de março, contra a superlotação da escola. A comunidade já havia feito protesto similar em junho do ano passado.
Depois do protesto, a escola participou das atividades de mobilização promovidas pela APP-Sindicato, reduzindo cada aula para 30 minutos e realizando debates sobre a realidade da escola.
Quatro turnos
Com capacidade para atender 1,7 mil alunos, a escola tem quase 3 mil estudantes matriculados. Para atender a demanda, foram criados quatro turnos de aula: das 7h às 11h, das 11h às 14h30, das 14h30 às 18h30 e das 19h às 22h45. Algumas turmas têm mais de 50 alunos.
A divisão em quatro turnos obriga parte das crianças a repor aulas aos sábados. Além disso, a alimentação é prejudicada em função do período de aula, que, para os alunos da 5ª e 6ª série, abrange o horário de almoço. Outro problema diz respeito à segurança das crianças que saem da escola às 18h30, quando já começa a anoitecer.
“Junto com pais, professores e funcionários, vamos, desta vez, promover um acampamento dentro da escola até que seja obtida uma solução para o problema”, avisa Vera Lúcia Peres, moradora da região e avó de um aluno do Colégio Iara Bergmann.
A escola funciona com déficit de 14 funcionários nas área de limpeza e de administração da escola, além de oito pedagogos.
Protesto reeditado
Em junho de 2005, a comunidade já havia realizado uma manifestação em busca da construção de uma nova escola. Na época, uma comissão dos manifestantes protocolou, na Promotoria da Infância e Juventude do Ministério Público, uma denúncia contra o governo estadual e contra Prefeitura de Curitiba.
“Desde o protesto que fizemos no ano passado, a Fundepar (órgão estadual ligado à educação) afirma que a prefeitura entraria com o terreno e o Estado, com a construção de uma nova escola”, relata Vera Lúcia. “Até agora, nada disso foi feito.”
Solução
A comunidade reivindica que o governo estadual e a Prefeitura de Curitiba façam um acordo que possibilite a construção de uma nova escola. Nas proximidades do Colégio Iara Bergmann, existe uma área pertencente à empresa CR Almeida, que poderia ser utilizada para tal fim.
A comunidade já rechaçou a proposta de construção de nova escola na vila Bairro Novo B, distante 5 km da vila Osternack, onde mora a maioria dos alunos. Além da distância, as crianças teriam ainda que diariamente cruzar a linha férrea e atravessar um córrego para chegar ao local.
Texto de Fernando César de Oliveira e redação

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