Com roupas e ornamentos coloridos e tambores de lata, um grupo de mulheres fez animada manifestação no centro de Curitiba, no final da tarde de 8 de março, o Dia Internacional da Mulher.
A concentração começou às 16 horas, nas escadarias do prédio central da UFPR, na Praça Santos Andrade, quando as manifestantes construíram os “instrumentos”, faixas e cartazes e ensaiaram palavras de ordem e coreografias.
Às 18 horas, elas (e alguns homens solidários ao movimento) fizeram uma barulhenta passeata pelo calçadão da Rua XV de Novembro.
Na Boca Maldita, as manifestantes fizeram uma mística. Para o ato, contavam apenas com seus próprios pulmões, já que a Prefeitura Municipal de Curitiba negou o fornecimento de equipamento de som. Isto, até que um transeunte as acudisse com um alto falante portátil, no final do ato.
Entre diversas oradoras, a secretária Educacional da APP-Sindicato Marlei Fernandes alertou para a necessidade de se lutar cotidianamente contra as desigualdades que penalizam mulheres em casa, no trabalho, nas escolas e nas ruas.
A funcionária da APP-Sindicato Juçara Alves denunciou a impunidade de assassinos de 34 mulheres, em crimes ocorridos desde 1994 em Rio Branco do Sul e Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba. Com lágrimas nos olhos, criticou a violência que atinge as mulheres em grande escala.
A APP-Sindicato participou do ato na companhia de diversas outras entidades do movimento sindical e social.