Na tentativa de intimidar o movimento de professores e funcionários da Educação, a Secretaria da Educação instaurou Comissão de Sindicância para apurar supostos acontecimentos ocorridos durante a manifestação de dezembro.
No dia 7 daquele mês, a categoria fez um ato na frente da Secretaria da Educação para questionar as demissões de professores e funcionários celetistas e da Paranaeducação, sem que tivessem concursados para ocupar essas vagas. A direção da APP-Sindicato já antecipava diversos problemas que aconteceriam no início do ano letivo, como de fato ocorreram.
Como o secretário Maurício Requião se recusou a estabelecer diálogo com os manifestantes, eles decidiram permanecer nos corredores que dão acesso ao gabinete do secretário. A intenção era permanecer no local até que ocorressem negociações. Não conseguiram demover Maurício Requião de sua posição intransigente e, cinco dias depois, deixaram o local e foram tentar diálogo por meio do legislativo.
Na ocasião, integrantes da Seed tentaram forjar um tumulto com o objetivo de criminalizar a manifestação. A farsa foi desmontada por fotografias na edição de dezembro do jornal 30 de Agosto. Clique aqui para conferira reportagem e procure a página 6.
A Comissão de Sindicância é apenas mais uma investida do governo contra educadores. Ela foi constituída a partir de comunicação do assessor de gabinete Francisco Flávio de Oliveira e de supostas denúncias de três funcionárias. Os advogados da APP-Sindicato não tiveram acesso a cópias dos documentos.
Nesta segunda-feira, dia 20, compareceram para depor na Comissão de Sindicância os professores Claudemir Figueiredo Pessoa, Teresa Lemos e Vilma Santos Costa, de Curitiba. Eles foram assistidos pelos diretores da APP-Sindicato José Lemos, Luiz Carlos Paixão da Rocha e Marlei Fernandes. Mais seis professores e funcionários do interior do Paraná serão chamados nos próximos dias.
Não é a primeira vez que o governo tenta coagir educadores por defenderem seus direitos. Em 2000, uma manifestação de funcionários na antiga sede da Secretaria da Administração (onde hoje é o Museu Oscar Niemeyer) resultou num processo idêntico de intimidação.