Os educadores estaduais continuam acampados na secretaria de Educação.
Esperam que o secretário de Educação Maurício Requião se torne flexível e inicie conversações para reverter as demissões feitas pelo Governo do Estado.
São 36 horas de ocupação. Só termina quando o diálogo for aberto entre a APP e a secretaria de educação e as demissões suspensas.
Os educadores estão se preparando para passar o final de semana na Seed.
A falta de respeito do Governo obriga a ocupação.
Hoje à tarde serão realizadas várias atividades. Como oficina de percussão e curso de formação.
A mobilização quer que o governo mantenha o emprego dos oito mil funcionários e dos 6 professores não estatutários enquanto não houver chamada de novos concursados.
Os funcionários aprovados no concurso não suprirão a real necessidade do setor administrativo das escolas.
Será necessário contratar pessoal para 2006.
A categoria também reivindica a revisão do porte de escola, que apontará a demanda verdadeira de funcionários administrativos e de serviços gerais.
Também faltarão professores para o próximo ano letivo, como o próprio secretário já admitiu na imprensa.
A APP propõe que todos aqueles já contratados sem concurso sejam mantidos até o suprimento das vagas existentes por concursados. O governo está demitindo inclusive professores aprovados no concurso de 2003 que o governo não convocou para tomar posse. Também não fará mais porque a validade do concurso se esgotou. Professores aprovados em 2004 também esperam a nomeação.
Esses professores e funcionários foram contratados sem concurso público, devido à ausência de uma política de longo prazo, de vários governos. A falta de concursos gerou a instabilidade funcional destes educadores, pois o concurso é condição fundamental para a escola pública de qualidade.
A APP-Sindicato não admite, entretanto, a punição a esses educadores em mais um final de ano, inclusive quando muitos deles estão próximos da aposentadoria. Também porque há carência de pessoal, tanto professores como funcionários, nas escolas de nosso Estado.
O governo alega que os contratos com não estatutários são nulos. A direção sindical entende que esta não é uma questão puramente jurídica, mas uma definição política.
O sindicato reconhece que atual governo iniciou uma política de regularização desses profissionais, que deve ter continuidade, para evitar ao máximo as demissões, continuando a realizar concursos públicos para que esses professores e funcionários tenham condições de defender seus empregos.
A APP-Sindicato já propôs alternativas para cancelar as demissões.
Já em 11 de outubro de 2005 apresentou à secretaria de Administração proposta contrária às demissões.
Também procurou os deputados estaduais para intervirem nessa situação.