Entidades e movimentos sociais realizaram hoje pela manhã manifestação em frente da prefeitura de Curitiba para cobrar moradia para todos e fim dos despejos.
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Ato foi promovido pela recém-formada Frente de Luta pelo Direito à Cidade e Contra os Despejos Forçados.
Sob o título ‘Pelo direito à cidade, contra os despejos forçados’, ato fez parte da Jornada Mundial Despejo Zero.
Tarefa brasileira é aumentar recursos para o setor habitacional. Especialmente para os de poder aquisitivo baixo.
Ontem as entidades concederam entrevista coletiva na sede do sindicato dos Jornalistas.
O objetivo da manifestação é denunciar os despejos e deslocamentos forçados e propor alternativas para o cumprimento do direito à moradia.
Despejos zero
Além da pressão para aumentar investimentos em habitação, a mobilização divulgou conteúdo da ‘Carta Mundial pelo Direito à Cidade’, redigida por movimentos sociais do mundo.
O objetivo do documento é difundir e garantir a função social da cidade.
Déficit habitacional brasileiro é de aproximadamente 7 milhões de moradias (dados da Fundação João Pinheiro).
IBGE diz que mais de 300 mil pessoas vivem em áreas irregulares em Curitiba.
Manifesto também apontou que as famílias despejadas não podem ser responsabilizadas pelas conseqüências de políticas públicas equivocadas. Pela concentração da terra urbana nas mãos de poucos proprietários. E pela omissão dos governantes.
Entre outras reivindicações, a Frente de Luta pelo Direito à Cidade cobrou do prefeito de Curitiba a assinatura do termo de compromisso ‘Curitiba Livre de Despejos’.
Documento foi apresentado ao prefeito durante missão da ONU, em fevereiro.
Outras bandeiras do ato: retirada dos processos de reintegração de posse movidos pelo município e pelo governo estadual contra moradores de assentamentos e ocupações informais; aplicação dos instrumentos previstos no Estatuto da Cidade; aumento dos investimentos em habitação de interesse social pelos municípios, Estados e União.