Cerca de 300 educadores realizaram ato público, na manhã do dia 10, na Secretaria de Estado da Fazenda, em Curitiba, para cobrar do governo o investimento de pelo menos 25% da arrecadação de impostos na Educação Básica. Esta é uma exigência constitucional que o governo não vem cumprindo e também uma promessa de campanha do governador.
Em quase três horas de reunião com o diretor geral da Sefa, Nestor Celso I. Bueno, a direção da APP-Sindicato percebeu que os entraves para o atendimento às reivindicações da categoria não são de ordem financeira. Ao contrário, falta de vontade política do governo do Estado.
O Plano de Carreira dos Funcionários já foi analisado e liberado pela Fazenda, que não apontou problemas para a sua implantação. Bueno informou ainda que não há pedido de liberação de recursos para pagar os valores devidos pelo atraso da promoção de funcionários.
Segundo o diretor geral, parecer do Tribunal de Contas indica que os gastos do Estado estão abaixo do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal de 49%. Hoje o índice está em 46,1%, com tendência de queda, o que reforça a margem para atender às reivindicações.
Entre as principais bandeiras da categoria estão o pagamento dos valores que deixaram de ser pagos no atraso das promoções para funcionários, a instituição do plano de Carreira dos Funcionários (com nova tabela salarial) e a adoção da jornada de 40 horas semanais, além da recomposição dos vencimentos dos professores.