7 de setembro reserva surpresas

O dia será marcado por surpresas e muita irreverência. Foi assim que os representantes da Coordenação dos Movimentos Sociais do Paraná (CMS-PR) anunciaram, durante entrevista coletiva concedida na quinta-feira (01/09) à imprensa paranaense, a realização da 11ª edição do Grito dos Excluídos. A expectativa é reunir cerca de 800 pessoas, no Centro Cívico, para novamente fazer ecoar a voz daqueles que são menosprezados pelas autoridades políticas do país. A concentração está prevista para às 10 horas, em frente à Prefeitura Municipal de Curitiba.
Segundo Valdemar Simão Júnior, membro da CMS-PR, o ato é coincidentemente organizado num momento importante, pois o país atravessa uma forte crise política. “Levaremos para as ruas a indignação popular contra um modelo econômico excludente, que privilegia os banqueiros e especuladores em detrimento de 27 milhões de trabalhadores desempregados, enquanto as formas tradicionais de representação, como o Parlamento, mostram-se incapazes de atender as expectativas de transformação da sociedade”, ressaltou Valdemar.
O lema deste ano do Grito – Brasil, em nossas mãos a mudança – enfatiza que as transformações sociais dependem da mobilização do povo. As principais reivindicações são por mudança na política econômica, com drástica redução dos juros e suspensão do pagamento da dívida externa; imediata e rigorosa apuração de todas as denúncias de corrupção; e lutar por uma reforma do sistema político-partidário que permita ao povo brasileiro participar das decisões sobre os rumos do país.
A secretária de políticas sociais da CUT, Débora Albuquerque de Souza, representou a Central na entrevista e ressaltou que a entidade participa todo ano dessa importante mobilização. “A CUT integra o Grito desde a sua 1ª edição, em 1995. Temos claro o entendimento que é necessário organizar a classe trabalhadora para fazer o enfrentamento ao neoliberalismo. É preciso combatê-lo para construir um modelo que realmente promova o desenvolvimento da nação. Por isso no dia 7 levaremos ao Grito nossas tradicionais bandeiras de luta, como a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários, por mudança na política econômica, contra a ALCA e o FMI, e pela integração da América Latina”, explicou Débora.
Por entender que o Brasil ainda é extremamente dependente do capital internacional, o Grito dos Excluídos foi criado com o objetivo de ser um contra-ponto ao “Dia da Independência”. Segundo levantamento das pastorais sociais, o protesto é promovido em cerca de 950 cidades do Brasil, além de ser realizado em diversos países da América Latina e do Caribe.
Fonte: Informacut
Foto: Davi Macedo/CUT

POR