Categoria busca apoio dos deputados

Após a reunião com o governo, os educadores foram à Assembléia Legislativa, onde o presidente da APP-Sindicato, José Lemos, ocupou a tribuna para apresentar as reivindicações da categoria e pedir apoio aos deputados para os projetos de interesse da educação que tramitam na casa.
Um dos projetos foi o que limita o número de alunos em sala de aula, reapresentado pela deputada Luciana Rafagnin (PT) e maioria dos deputados a partir de sugestão da APP. Antes da sessão de ontem, a Comissão de Constituição e Justiça estava pronta para dar parecer favorável ao projeto, que seria votado ainda na sessão deste 30 de agosto, mas o deputado Delegado Bradock (PMDB) pediu vistas ao projeto, desagradando aos educadores.
Lemos também pediu o apoio dos deputados ao projeto que prevê jornada reduzida para mães de deficientes, da deputada Elza Correia (PMDB), aprovado por unanimidade pelos deputados e aguardando sanção do governador. Destacou ainda o projeto de lei que dispõe sobre a criação do Programa de segurança, higiene e saúde ocupacional do funcionalismo público estadual, do deputado Ângelo Vanhoni (PT). Todos estes projetos foram elaborados a pedido e com a participação da APP-Sindicato.
Um outro ponto destacado foi a denúncia feita pela APP no Ministério Público contra o governo do Paraná por deixar de investir na educação básica os 25% constitucionais resultantes de impostos.
A categoria avaliou como positiva a ida até a Assembléia Legislativa os educadores acabaram deixando a Assembléia Legislativa. A maioria dos deputados apoiou as reivindicações da APP. No entanto, os educadores ficaram descontentes com as declarações feitas pelo deputado Antônio Anibelli (PMDB). Depois de o professor Lemos ocupar a tribuna, o deputado acusou os educadores de oportunistas, por realizarem a manifestação dias antes da eleição para direção da APP. Das galerias, os educadores lembraram ao deputado que desde 1988 a APP realiza manifestação em 30 de agosto, para lembrar a repressão sofrida pelos educadores nesta data e para lembrar que a educação merece respeito. Também lembraram que em abril deste ano também houve manifestação, por salários e pelo plano de carreira dos funcionários, que até agora não teve resposta do governo. Só no governo Requião foram seis paralisações. A manifestação realizada pela APP é motivada por uma pauta de reivindicações de fundamental importância para a categoria, definida em assembléia geral.

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