A APP-Sindicato, professores, funcionários e alunos representantes de escolas que oferecem a modalidade de EJA (Ensino de Jovens e Adultos), reúnem-se nesta quarta-feira, dia 10, às 10h, com a Seed, para solicitar um alargamento no prazo dado pela Seed, de 15 de agosto, para que as escolas protocolem a nova proposta curricular de EJA. Nesta terça-feira a APP-Sindicato realizou reunião com representantes da escolas de EJA. Também nesta terça-feira, a Seed encaminhou à Assembléia Legislativa a resposta das reivindicações apresentadas na Audiência Pública do dia 2 de agosto.
A conclusão da reunião de ontem, unânime dos mais de 100 representantes de escolas, foi que o debate precisa ser aprofundado, que as matrículas não podem ser interrompidas e que o prazo para o protocolo da nova proposta curricular seja prorrogado para que possa ocorrer um maior debater e de forma ampla.
Após a reunião, que contou com a presença do deputado Tadeu Veneri, da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, a direção da APP e um grupo de representantes de escolas foram recebidos pela presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, deputada Elza Correia, a quem a Seed encaminhou a resposta sobre as reivindicações apresentadas na Audiência Pública do dia 2 de agosto.
A Seed está reestruturando a modalidade de EJA e já havia determinado às escolas para não ofertarem, já neste semestre, novas turmas de EJA presencial das Fases II e III (equivalentes aos ensinos fundamental e médio, respectivamente). A Comissão de Educação da Assembléia Legislativa realizou, a pedido da APP, audiência pública a 2 de agosto sobre o tema e orientou a Secretaria da Educação a manter as matrículas para novas turmas iniciais da Fase II neste semestre e o aprofundamento do debate antes de implementar a medida.
A audiênca resultou na resposta que a APP recebeu nesta terça-feira, dia 9 de agosto, através da presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. A resposta não resolve o problema porque a Seed confirma a reabertura da matrícula para o Ensino Médio, mas para o Ensino Fundamental restringe a matrícula somente aos Ceebjas (Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos).
A direção da APP-Sindicato compreende a necessidade de se reestruturar a proposta pedagógica e curricular da EJA, tanto presencial como semipresencial, mas é contra a suspensão de matrículas iniciais neste semestre. A entidade vem orientando as escolas a efetuarem manualmente as matrículas para mostrar ao governo que existe demanda e que esses estudantes não podem ficar sem esta opção de estudo. A entidade também tenta evitar que a proposta da Seed prejudique professores e funcionários que atuam nessas escolas.
O presidente da APP, José Rodrigues Lemos, destacou na reunião desta terça-feira, que não cabe a mesma proposta apresentada pela Seed para todas as escolas, porque cada comunidade tem a suas peculiaridades. A APP quer a manutenção da EJA presencial e semipresencial, de acordo com as necessidades de cada comunidade. O Sindicato quer ampliar o debate e pretende, junto com representantes das escolas elaborar uma proposta já na Conferência Estadual de Educação, que acontece nos dias 12 e 13 de agosto, no Colégio Estadual do Paraná. O debate sobre a EJA será no Teatro do Colégio Estadual no dia 13 pela manhã.
A APP também acredita ser fundamental debater as propostas com o Conselho Estadual de Educação (que já tem uma comissão especial para discutir o assunto), com as escolas, com os deputados e com toda a comunidade escolar que atua com EJA.