CONCURSO: APP-Sindicato não vai admitir demissões

Cerca de 58 mil pessoas participaram do concurso público para assistentes administrativos e técnicos administrativos das escolas públicas do Paraná. Elas disputam 8.043 vagas oferecidas pelo governo estadual. As provas foram no domingo, dia 7.
A maioria dos concursandos que procuraram a APP-Sindicato consideraram a prova difícil e temiam perder o emprego caso não passem. Mesmo quem estava bem preparado considerou a prova ‘pesada’, com muito texto, exigindo muita concentração. ‘Desatenção com uma vírgula poderia mudar todo o sentido’, afirmou Silvana Rodacoswiski.
‘A APP-Sindicato não vai admitir que ocorram demissões, da mesma forma como lutou em favor dos professores celetistas não aprovados no concurso de 2003’, declarou o presidente da entidade José Rodrigues Lemos. Um dos motivos é que 8 mil vagas não suprem as demandas da educação pública do Paraná. Hoje seriam necessários cerca de 30 mil servidores e há apenas 23 mil trabalhando nas escolas.
É preciso compreender que muitos concursandos são funcionários que atuam há até 10 anos nas escolas. Estão fora dos bancos escolares há mais de década e durante todo este tempo não recebeu nenhum incentivo do Estado para aprimorar seus estudos e se qualificar profissionalmente. Foi a APP-Sindicato que buscou parcerias com universidades públicas para formar grupos de estudos, com a colaboração de professores, além de realizar seminários e conferências. Desta forma, funcionários não concursados tiveram bom reforço na sua formação escolar e tomaram conhecimento de detalhes do Estatuto da Criança e do Adolescente, do Estatuto do Funcionários Público e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
Foi pensando nos atuais funcionários que precisariam ser aprovados para manter seus empregos que a direção sindical tentou convencer o governo a reduzir de 25 para 15 o número de questões certas para a aprovação de candidatos. Não obteve sucesso. Como há muitas queixas, ‘vamos avaliar detalhadamente a prova e se houver questões dúbias, vamos tentar invalidá-las para que contem pontos a todos, conforme permitem as regras do concurso’, disse Lemos.
‘Ser reprovado no concurso não é motivo para ninguém esmorecer, pois uma prova não mede conhecimento porque há outros fatores influenciando, como o nervosismo. Por isto vamos lutar para que não haja demissões e também vamos continuar a luta pelo Plano de Carreira dos Funcionários da Educação e pelo projeto de profissionalização’, finalizou o presidente da APP-Sindicato.
A maioria dos concursandos de Curitiba fez a prova na PUC-PR
Foto: Luiz Herrmann

POR