| No última sábado, o sindicato dos jornalistas realizou seminário com jornalistas e estudantes sobre os temas: estágio em jornalismo e a Conferência Nacional de Comunicação. A atividade, contou com a participação do secretário de Imprensa e Divulgação da APP-Sindicato, Luiz Carlos Paixão da Rocha, que proferiu a palestra “Democratização da Comunicação”.
Para Paixão, assim como a educação, a comunicação também deve ser entendida como um direito social. Segundo ele, a sociedade deve reivindicar a instituição de uma política pública de comunicação que tenha como princípio o campo do direito e não o da mercadoria. “Democratizar os meios de comunicação é, desta forma, condição indispensável para a consolidação de uma democracia concreta e real na sociedade brasileira. A luta pela democratização da comunicação no país é também uma luta pela transformação do atual modelo econômico vigente, perverso e produtor de pobreza, miséria e injustiças”, enfatizou. De acordo com o secretário, a luta pela democratização dos meios de comunicação é também uma luta contra-ideológica. Segundo ele, a orientação pela lógica da mercadoria e do lucro tem descaracterizado o caráter dos meios de comunicação no mundo e no país. Para tanto, elencou vários desafios para a melhoria no setor, entre eles: a consolidação de uma política pública para a comunicação no país; o reconhecimento do caráter público da comunicação, conforme prevê a Constituição Federal; a instituição do controle público por meio de conselhos de acompanhamento e debate; o estabelecimento de critérios democráticos e transparentes no processo de concessão de rádios e TVs; o fortalecimento dos veículos populares e alternativos, entre outros. A atividade fez parte do 3º Seminário Sangue Novo – Estágio em Jornalismo e Democratização da Comunicação. Além da participação do secretário da APP, a palestra, mediada pelo diretor recém eleito do Sindijor, Fernando Oliveira, contou com a participação da integrante do Coletivo Intervozes, Rachel Bragatto. Para falar sobre “Estágio em Jornalismo” foram convidados a diretora do Departamento de Educação e Aperfeiçoamento Profissional da Fenaj, Valci Zucoloto, e o diretor da Regional Sul do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo e presidente do Instituto cultural de Jornalistas do Paraná (ICJP), o professor Tomás Barreiros. Segundo os organizadores, os debates em torno da conferência são oportunidades que possibilitam a inclusão de pautas que possibilitam avanços na conquista de políticas públicas que realmente estejam em consonância com princípios democráticos e justiça social. O que é a Conferência Nacional de Comunicação? – A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ªConfecom) será realizada do dia 1º a 3 de dezembro de 2009, em Brasília, trazendo a temática “Comunicação: Direito e Cidadania na Era Digital”. As mobilizações dos movimentos sociais e do campo popular em torno dessa conquista são históricas. A Confecom será um espaço central para a discussão dos grandes temas relativos ao setor. Questões como propriedade dos meios de comunicação, controle social, convergência tecnológica, radiodifusão comunitária serão debatidas no encontro. CPC-PR – Além da APP-Sindicato, a Comissão Paranaense Pró-Conferência Nacional de Comunicação (CPC/PR) é formada pelas seguintes entidades e movimentos: Coordenação dos Movimentos Sociais – PR, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Assembléia Popular – PR, Sindijor-PR, Coletivo Soylocoporti, CUT – PR, Terra de Direitos, Cefuria, Centro Che, Conselho Regional de Psicologia – PR, UNE, UPE, DCE UFPR, Casa Brasil, PSL – PR, Fermacom – PR, MST – PR, Fórum Paranaense de Economia Solidária, Cáritas – PR, Instituto Reage Brasil. |