Greve Geral mobiliza trabalhadores(as) brasileiros(as) contra as reformas de Temer

Sexta-feira (30) começou movimentada.  A temperatura subiu junto com o chamado para a Greve Geral, que foi coletivo e preciso. Chega de aceitar o que as autoridades determinam e alegam para supostamente equilibrar o orçamento público. O Brasil parou para ser ouvido. Somos contra a Reforma Previdenciária, a Reforma Trabalhista, a Lei da Terceirização e a Privatização da Educação Pública.

Em Curitiba (PR), a Boca Maldita, no Centro da capital paranaense, foi palco da concentração humana e de músicas aos ouvidos para refletir. “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer…”. Mais um dia de resistência e sabedoria popular contra as imposições vindas do Palácio do Planalto, em Brasília, e do Palácio Iguaçu, em Curitiba.

A APP-Sindicato chamou e marcou presença com seus(suas) educadores(as), que representam a árdua batalha a favor da educação pública de qualidade. Cavaletes da educação com a triste realidade contada por quem vivencia o ambiente escolar público. Quantos(as) transeuntes com olhares curiosos pararam para ler e, certamente, vão repensar e conjeturar.

O presidente da APP, professor Hermes Leão, saudou a todos(as) os(as) participantes e também destacou os atos ocorrendo simultaneamente pelo Paraná e a organização da APP que continua denunciando em alto e bom tom a retirada de direitos. “Precisamos reforçar a nossa resistência porque o Brasil, com alguma justiça social, só será possível neste período a partir do poder popular e da nossa união”.

Para a secretária de Finanças da APP e vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marlei Fernandes, é importante ressaltar que as Reformas não foram votadas por causa da luta permanente. “A luta não é só a greve geral, é um convencimento diário. As reformas são ilegítimas e não podemos permitir que sejam aprovadas”.

No Paraná, a APP reforça que o cenário é duplamente complexo com o autoritarismo e as punições do governo Beto Richa (PSDB). Como esquecer, desde o início do ano letivo, a Resolução 113/2017 – Resolução da Maldade?  Prejuízos tanto aos(às) educadores(as) como aos(às) estudantes. A categoria trabalha doente para não sofrer consequências ainda mais truculentas da gestão Richa.

É hora de soltar a voz!

Élio da Silva, professor de Filosofia (Piraquara/Região Metropolitana de Curitiba) e diretor da APP Metro Norte  – “O movimento é de resistência pela conjuntura vivida hoje. Trabalhadores estão sendo atacados com perdas de direitos. A arma do trabalhador é a união, a greve e a manifestação. Estamos sofrendo ataques a nível nacional, estadual e municipal. Um avanço de forças de extrema direita na retriada de direitos. A Reforma Trabalhista, por exemplo, que já está bem avançada. Além da Reforma da Previdência que vai acabar com a seguridade social do trabalhador”.

Solange dos Santos Fidelis, Assistente Social (Toledo/PR) “Temos que estar atentos para nos engajarmos de todas as formas de resistência contra os desmontes de direitos não só em defesa a nós, mas das futuras gerações que impactará. Que toda a sociedade possa se mobilizar da forma que puder para que possamos fazer a resistência.

Tatiane Finkler Guzzo, Assistente Social (Toledo/PR) – “A própria categoria considera extramente importante esse movimento e paralisação. Afinal, nós mesmos estamos sendo feridos com as mudanças que pretendem com os projetos de leis trabalhistas”.

José Pedro Bueno, professor aposentado (Curitiba/PR)) – “A população tem que se manifestar contra a situação econômica e esse gerenciamento que prioriza o atendimento aos bancos, ao Sistema S, pagamento da dívida falsa de 357 bilhões e contra o orçamento da República”.
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