A APP-Sindicato participou, nos dias 31 de julho e 1º de agosto, do Seminário Escola da Terra 2026, realizado na cidade de Francisco Beltrão, região sudeste do Paraná. O evento contou com a presença de cerca de 30 professores(as) de escolas do campo e encerrou o processo de formação continuada do Programa Escola da Terra, com debates sobre políticas públicas, os desafios da Educação do Campo e as experiências desenvolvidas durante a formação.
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Presente no seminário, a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Olegário Mazeto, condenou o fechamento de escolas do campo e avaliou que este é um projeto que visa padronizar estudantes destas comunidades suprimindo características que garantem sua originalidade e desenvolvimento.
“A formação integrada de professores de todos os níveis fortalece a Educação do Campo por meio da troca de experiências reais. Mais do que transmitir saberes científicos, essa educação preserva a identidade, a cultura e as práticas agrícolas locais. Ao unir escola e comunidade, fortalece-se a resistência contra o fechamento das escolas rurais e atua-se como um freio à expansão predatória das grandes propriedades sobre os pequenos produtores”, aponta a presidenta.
Realizada a partir da parceria entre a APP-Sindicato, Articulação Paranaense por uma Educação do Campo (Apec/PR), Ministério da Educação, Assessoar, Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), Sindicato dos(as) Trabalhadores(as) em Educação Pública de Francisco Beltrão (Sintepfb), Seed e Fórum Regional do Sudoeste, a formação reuniu representantes da Defensoria Pública, do Fórum Nacional da Educação do Campo e pesquisadores(as) que discutem o tema.
Um dos pontos-chave do debate foi o fechamento de escolas do campo, que sofrem um ataque sistemático por parte do governo Ratinho. A justificativa apresentada pelos gestores públicos costuma estar relacionada ao custo de manutenção das escolas e o de matrículas, sem levar em consideração a função dessas instituições, que ultrapassa a oferta da educação formal.
Cabe relembrar que a APP-Sindicato têm empregado uma luta árdua contra o fechamento das escolas de campo, somando força a estudantes, pais, mães e a comunidade escolar para garantir uma educação democrática, crítica e libertadora no modelo.
“Essa luta tem sido muito complexa e difícil, pois os ataques são permanentes e nos deram algumas derrotas, mas também tivemos pequenas vitórias junto com as comunidades que mostraram resistência ao impedir fechamentos. Isso nos alimenta para continuar lutando. A direção do NS entende que a manutenção dessas escolas imper a avalanche capitalista que quer varrer a identidade dos pequenos proprietários com a comunidade e acabar com modelos de produção que não seguem a lógica do mercado. Por isso, fazemos todo o possível para ajudar as comunidades na formação de uma resistência forte para enfrentar governantes e manter suas escolas abertas”, completa a presidenta do Núcleo Sindical de Francisco Beltrão, Cátia Basso.
Ao fim da formação, os(as) educadores(as) que concluíram a formação assinaram uma carta-compromisso com a educação do campo. O texto reivindica a realização de concurso público específico para as escolas do campo, valorizando a formação inicial e continuada na área da educação do campo.
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