Com o tema central “Contra o Imperialismo e o Neoliberalismo: por soberania, trabalho e educação”, a Secretaria de Formação Política Sindical e Cultura da APP-Sindicato abre o calendário de atividades do segundo semestre de 2026. A organização convoca os núcleos sindicais a realizarem seus grupos de estudos até o dia 21 de novembro de 2026, garantindo total autonomia para que cada núcleo organize quantas turmas avaliar necessárias para atender e mobilizar a categoria.
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O secretário de Formação e Cultura da APP, professor Nilton Stein, destaca a relevância da formação da consciência de classe nos debates político, social e educacional. Para ele, essa reflexão precisa culminar na superação do modelo atual e na construção de uma sociedade pautada pela igualdade e pela justiça social.
“Permanecemos firmes na linha de frente. A organização coletiva nos dá a sustentação necessária para enfrentar o arrocho e as investidas do governo Ratinho Jr. Em um ano decisivo de eleições, a nossa responsabilidade é analisar os projetos em jogo e eleger candidaturas que defendem uma educação pública laica, democrática, emancipadora e crítica”, afirma Nilton Stein.

Nilton convoca a categoria a ocupar o espaço formativo para fundamentar a crítica e fortalecer a luta coletiva frente aos ataques à escola pública, em defesa de um projeto educacional próprio em contraponto ao modelo empresarial e repressivo em vigor no Paraná.
“A construção da resistência da categoria exige organização constante. A nossa formação cumpre o papel de instrumentalizar os trabalhadores para a ação política diária. Fazer política em defesa da educação significa construir a nossa resistência, e assumimos esse caráter político-sindical aplicado diretamente à realidade vivenciada nas escolas públicas”, reforça o secretário-executivo de Formação e Cultura da APP, Cleiton Denez.

A estrutura pedagógica deste ciclo apresenta dois novos temas centrais para o debate e a ação política da categoria. O primeiro aborda a ofensiva empresarial sobre a educação e aponta a Pedagogia Histórico-Crítica como resistência e alternativa, analisando os processos de privatização, o gerencialismo, a padronização curricular e o controle do trabalho docente, ao mesmo tempo em que resgata a escola pública como espaço de disputa para a consolidação de uma prática educativa emancipatória.
Em seguida, a formação debate raça, diversidade, gênero e classe no enfrentamento ao imperialismo e ao neoliberalismo, contemplando a análise das desigualdades estruturais no capitalismo dependente e propondo o combate ostensivo ao racismo, ao machismo e à LGBTIfobia para fortalecer o papel da escola pública na garantia de direitos e na construção de estratégias coletivas de resistência no cotidiano escolar.
Os módulos possuem carga horária total de 16 horas, divididas entre 8 horas de encontros presenciais com a turma – que podem ocorrer em etapas de 4 horas com registro obrigatório de presença – e 8 horas destinadas a leituras organizadas pelos próprios cursistas.
Para auxiliar a gestão das turmas, o sistema “Minha APP” disponibiliza um formulário de inscrição, embora a inscrição prévia não seja obrigatória e não impeça a participação direta dos interessados nos locais e horários definidos pelos núcleos. A orientação do sindicato é convidar toda a comunidade escolar, além de representantes de outros sindicatos, movimentos sociais e instituições de ensino.
Os textos, ementas e referências bibliográficas necessárias para os estudos já estão disponíveis na pasta oficial da formação no Google Drive (clique aqui). Para garantir a certificação em parceria com a Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), os núcleos sindicais devem enviar o cronograma das turmas com antecedência para os e-mails [email protected] e [email protected].
Em caso de dúvidas ou necessidade de orientações complementares, os núcleos sindicais devem entrar em contato diretamente com a Secretaria de Formação e Cultura da APP-Sindicato.
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